2004-07-04

Subject: Ursos rondam as cidades romenas

News of the Wild

 

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Em destaque:

Ursos rondam as cidades romenas 

 

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urso no caixote do lixoOs ursos castanhos romenos, a única população europeia sobrevivente fora do território da antiga União Soviética, estão a descer cada vez mais frequentemente dos Cárpatos e a rondar as cidades locais em busca de alimento.

Sabe-se que os ursos são capazes de percorrer até 20 Km por noite em busca de alimento e são vistos a revolver o lixo doméstico das pequenas cidades do sopé das montanhas. Por esse motivo, nas noites quentes de Verão, multidões visitam as aldeias remotas para os observar de perto.

Os ursos castanhos, animais omnívoros e necrófagos, são perfeitamente capazes de viver à custa dos restos de comida que os romenos deitam para o lixo, mas teme-se que a sua extinção esteja eminente nesta zona pois a Roménia è o único país europeu que permite a caça ao urso.

No início deste mês, várias personalidades, incluindo o presidente francês Jacques Chirac e a famosa defensora dos direitos dos animais Bridgette Bardot, escreveram ao primeiro-ministro romeno Adrian Nastase referindo a sua preocupação com o destino do urso castanho. A carta foi escrita, em parte, em resposta à autorização governamental que permite o abate de 300 ursos este ano.

O turismo associado à caça tem-se tornado um grande negócio na zona dos montes Cárpatos, o último refúgio europeu fora da Rússia onde ainda sobrevivem grandes carnívoros, nomeadamente ursos, lobos e linces. 

Laszlo Szeley-Szabo, presidente do grupo defensor dos animais da zona dos Cárpatos Aves Foundation, também enviou um relatório ao primeiro-ministro Nastase com provas detalhadas do declínio do efectivo de ursos, que não corresponde ao número oficial de 6300 mas a apenas 2500.

Os números de abate para troféus na Roménia estão muito acima do que é sustentável, refere a Aves Foundation no seu relatório, ameaçando a sobrevivência das espécies envolvidas.

 

A preocupação da Aves Foundation foi transmitida, o ano passado, à União Europeia, que considerou que cada país membro deve assegurar a conservação de espécies e habitats com interesse comunitário. Gunther Verheugen, o comissário europeu responsável pela verificação das candidaturas referiu que se a Roménia se juntasse à União, como se espera, as leis comunitárias impediriam a caça ao urso.

urso com saco plástico No entanto, o governo romeno considera que os números de que dispõe são rigorosos e correctos. Para além disso, alega que ursos famintos estão a causar sérios problemas ao gado e às pessoas das pequenas aldeias dos Cárpatos. Os habitantes locais, apesar disso, apenas atribuem um punhado de mortes de ovelhas a ataques de ursos no ano passado. 

Mas mesmo que a caça ao urso fosse proibida no futuro, os animais ainda teriam que enfrentar uma ameaça recorrente, a caça furtiva. Existe um número elevado de caçadores furtivos na área, que abatem preferencialmente os grandes carnívoros e cujas mortes não são incluídas na quota anual. 

Muitos dos que matam ursos dizem que foram por eles atacados e agiram em legítima defesa, mas o estudos sobre o comportamento dos ursos mostram que os animais se afastam do Homem, tornando esta situação muito pouco provável.

 

 

Saber mais:

Aves Foundation

Europe's wolf and bear haven 'threatened'

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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