2015-04-14

Subject: Biólogos sintéticos em busca de padrões para um campo em crescimento

Biólogos sintéticos em busca de padrões para um campo em crescimento

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@ Nature/Peter DaSilva for The Washington Post via Getty Images

Os biólogos sintéticos têm uma visão: os investigadores neste campo jovem, que constróem 'dispositivos' com genes modificados e outros componentes moleculares, imaginam um futuro em que produtos como medicamentos, químicos, combustíveis e alimentos são produzidos por microrganismos. Estes dispositivos poderiam até ser ligados para criar computadores celulares, da mesma forma que os transístores electrónicos são ligados para fazer microprocessadores.

Mas para esse sonho se concretizar, esses componentes precisam de ter um desempenho mais consistente e mais reprodutível do que são agora, especialmente à medida que se deslocam da bancada de laboratório para a biofábrica. Ao contrário dos dispositivos electrónicos com base no silício, os organismos sintéticos montados a partir de componentes genéticos nem sempre têm propriedades previsíveis, pelo ainda não têm.

A 31 de Março, representantes da indústria, instituições académicas e governos encontraram-se na Universidade de Stanford na Califórnia para lançar o Consórcio de Padrões da Biologia Sintética, uma iniciativa liderada pelo Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST) dos Estados Unidos para lidar com questões que impedem o campo de alcançar o seu potencial.

“É o sinal de uma indústria em amadurecimento”, diz Patrick Boyle, que supervisiona a concepção de organismos na Ginkgo BioWorks, uma companhia de biologia sintética de Boston, Massachusetts. “À medida que melhoramos na biologia sintética, queremos garantir que estamos a comparar maçãs com maçãs.”

O esforço para a padronização surge num ponto de viragem para a biologia sintética. A Ginkgo BioWorks é uma das várias organizações decidida a produzir em massa organismos para vários usos. Outros incluem a Amyris Biotechnologies e a Zymergen, ambas de Emeryville, Califórnia, e iniciativas com financiamento público nos Estados Unidos e no Reino Unido. 

Grandes empresas, e os potenciais clientes delas, estão a mostrar interesse no campo: as químicas Dow e DuPont, a gigante americana da tecnologia de defesa Lockheed Martin, a farmacêutica Novartis e a holandesa DSM, estiveram todas representadas no encontro do NIST.

Os participantes dividiram-se em grupos de trabalho para trocarem ideias sobre que padrões tornariam mais fácil para os biólogos sintéticos partilharem métodos, materiais e informação. 

Os grupos concentraram-se em vários tópicos, incluindo padrões de automatização, descrição e montagem de componentes documentação do desempenho das estirpes bacterianas modificadas. Um grupo considerou a forma de demonstrar a segurança dos produtos comerciais de biologia sintética e outro na calibração da citometria de fluxo, uma tecnologia usada para separar e contar células.

Os biólogos sintéticos que trabalham na indústria querem padrões que simplifiquem as decisões comerciais. Por exemplo, organismos que fazem produtos em laboratório nem sempre funcionam bem a uma escala maior. Boyle defendeu o desenvolvimento de 'estirpes de referência', cujo comportamento tenha sido caracterizado em diferentes tipos de equipamento de fermentação e meios de crescimento. 

Esforços de padronização anteriores apenas lidaram com algumas questões de reprodutibilidade e o campo avançou muito desde que esses padrões foram estabelecidos.

Os participantes esperam que a iniciativa do NIST ajude a ultrapassar estas e outras questões: “Tivémos pessoas de diferentes áreas, todas com diferentes apostas nos resultados”, diz Ritterson, “e em vez de nos dividirmos em facções e decidir que padrões funcionariam melhor nas nossas aplicações, tivemos conversações ponderadas sobre os padrões que funcionarão melhor para toda a comunidade.”

 

 

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