2015-04-12

Subject: Caudas contam a história do sexo entre dinossauros

Caudas contam a história do sexo entre dinossauros

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@ Nature/Amanda Kelly

Os investigadores pensam ter descoberto uma forma de distinguir fósseis de dinossauro macho dos de fêmea, pelo menos para algumas espécies emplumadas de pequeno porte. As diferenças chave entre os sexos estão na base da cauda, relatam os cientistas na edição de 31 de Março da revista Scientific Reports.

A equipa examinou um par de fósseis encontrado na Mongólia em meados da década de 1990 e descrito pela primeira vez em 2001. Como os oviraptores do tamanho de um peru foram descobertos a poucos centímetros um do outro num estrato rochoso com 75 milhões de anos, alguns cientistas baptizaram o par 'Romeu e Julieta'.

As articulações das vértebras dos animais estavam fundidas, pelo que os investigadores pensam que os dinossauros já tinham parado de crescer, ou seja, eram adultos, diz Scott Persons, paleontólogo de vertebrados na Universidade de Alberta em Edmonton, Canadá, e co-autor do estudo.

Mas determinar se o par era realmente composto por uma macho e uma fêmea era complicado, tal como o é para a maioria dos fósseis, pois não existem vestígios de tecidos moles, apenas os ossos estão conservados. 

Um dos fósseis é um esqueleto completo, enquanto ao outro falta a parte média e final da cauda. Ainda assim, havia o suficiente para revelar diferenças de comprimento e forma dos ossos em forma de lâmina chamados chevrões, que partem da zona ventral das vértebras perto da base da cauda e fornecem pontos de ligação para músculos e tendões.

Vários chevrões num dos fósseis eram mais compridos e tinham extremidades mais largas do que os do outro espécime. As diferenças não pareciam devidas a ferimentos ou doença, refere Persons, nem pareciam ser o resultado de alterações nos ossos durante a fossilização.

Em vez disso, os investigadores sugerem que as variações são um sinal de diferenças de género. Os ossos podem ser mais curtos nas fêmeas para facilitar a postura dos ovos, enquanto nos machos um conjunto de chevrões mais compridos e de extremidade larga podem ter oferecido um melhor ponto de apoio ao músculo retractor do pénis, que se pensa ter existido.

Mas a explicação mais entusiasmante pode ser que os machos precisavam de chevrões maiores para ancorar os músculos que controlavam as suas caudas flexíveis e cobertas de penas. Os investigadores suspeitam que os machos oviraptores abanavam as penas da cauda em exibições elaboradas para cortejar potenciais parceiras, tal como o fazem os actuais pavões.

Thomas Holtz, paleontólogo de vertebrados na Universidade do Maryland em College Park, considera intrigante a teoria mas não está totalmente convencido. Dado que os autores do estudo compararam apenas dois espécimes de oviraptor, não podem excluir a possibilidade de as diferenças na forma do chevrão serem apenas variações num espectro mais vasto e não sinais de dimorfismo sexual.

Análises de outros fósseis de oviraptor podem revelar se os chevrões se agrupam em dois grupos de formas, apoiando a ideia da uma diferença de género, ou se têm um leque de formas, diz Holtz.

A confirmação das descobertas pode permitir aos investigadores usar os chevrões para determinar o sexo de outros dinossauros de pequeno porte que possam ter usado penas para exibição. Mas Holtz diz que o método não será genericamente aplicado aos dinossauros de grande dimensão como o Tyrannosaurus rex ou o Triceratops.

Se provado, o método juntar-se-á a outra técnica para avaliar o género de um dinossauro. Em 2005, investigadores notaram que alguns fósseis de T. rex continham tecido ósseo semelhante ao osso medular das aves fêmea modernas, a quem fornece um reservatório de curto prazo de cálcio para a produção das cascas dos ovos. Este método funciona para outros grandes dinossauros mas não é 100% garantido pois o osso medular apenas se encontra em espécimes femininos sexualmente maduros e prontos a pôr ovos.

 

 

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