2004-07-02

Subject: Crânio reacende debate sobre Homo erectus

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Crânio reacende debate sobre Homo erectus 

 

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O crânio fossilizado de um hominídeo que viveu há 930000 anos foi encontrado no Quénia, relata a revista Science. A criatura pode ter pertencido à espécie Homo erectus, acredita a equipa responsável pela descoberta, apesar de o crânio sem menor do que os anteriormente descobertos.

A descoberta reacendeu um debate antigo sobre a classificação dos humanos antigos. Um grupo de investigadores considera que o H. erectus apresentou diversas formas e tamanhos, enquanto outros consideram que várias espécies diferentes foram incorrectamente agrupadas sob essa designação.

Ambos os lados pensam que esta nova descoberta ajuda a fundamentar a sua posição. O pequeno crânio tanto pode demonstrar a elevada variabilidade do H. erectus, como pode pode pertencer a uma espécie nova, forçando os cientistas a repensar a classificação dos hominídeos.

O H. erectus viveu entre 2 milhões e 400000 anos atrás e, de acordo com uma perspectiva, terá evoluído em África e migrado gradualmente para o Velho Mundo. O primeiro fóssil foi identificado por Eugène Dubois durante o século XIX em Java, Indonésia. Desde então, numerosos vestígios têm sido encontrados mas, especialmente em África, o registo fóssil tem sido bastante escasso.

Este facto tem impedido os cientistas de obterem uma imagem nítida da variação física que seria "normal" para a espécie. A maioria dos fósseis descobertos são, pelo menos em parte, bastante únicos, mas a dúvida sobre a variabilidade vs. várias espécies tem permanecido.

Até ao momento, praticamente todos os achados hominídeos são colocados sob a designação H erectus, mas muitos investigadores não estão satisfeitos com a situação. Os paleoantropólogos assumem frequentemente que todas as descobertas de hominídeos desta idade são de H. erectus, explica Jeffery Schwartz, da Universidade de Pittsburgh, agrupam os hominídeos não com base na sua aparência mas com base no tempo em que viveram, algo totalmente infundado.

 

O novo fóssil, descoberto pela equipa liderada por Richard Potts, do National Museum of Natural History em Washington DC, é novamente único. Apesar de adulto, é muito mais pequeno que outros espécimes e, de acordo com Schwartz, o seu crânio não é igual ao do Homem de Java original, ou seja, pertenceria a uma nova espécie.

No entanto, muitos outros pensam que não. Provavelmente o crânio pertence a uma fêmea adolescente de H. erectus, refere Tim White da Universidade de Berkeley, muitas espécies apresentam dimorfismo sexual. Os gorilas machos, por exemplo, apresentam uma crista óssea no topo do crânio e as fêmeas não, conclui.

Outros aspectos podem favorecer a teoria de uma única espécie. Encontrados perto do fóssil estavam machados de mão, típicos dos associados com H. erectus. Os machados eram bastante grandes, sugerindo que teriam sido feitos por indivíduos maiores. Este facto levou Potts a especular que o seu indivíduo seria parte de uma única população, com indivíduos maiores e menores. Neste caso, existiria uma vasta variação física dentro da mesma espécie. 

Potts, no entanto, distancia-se deste debate pois apesar do fóssil apresentar muitas características de H. erectus, evita dar-lhe essa designação. Não vou nomear este hominídeo enquanto não tiver certezas, refere, é muito complicado definir espécies apenas com base em ossos. Só há uma solução: precisamos de descobrir muito mais fósseis para tornar claro o limite entre as espécies.

 

 

Saber mais:

Science Magazine

Georgian skull's link to our past

 

 

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