2014-12-01

Subject: Teste americano de vacina para o ébola mostra resultados positivos

Teste americano de vacina para o ébola mostra resultados positivos

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@ Nature/Steve Parsons-WPA/Getty

Uma vacina experimental contra o ébola parece ser segura e desencadeia uma forte resposta imunitária contra o vírus, de acordo com os testes feitos em 20 pessoas saudáveis nos Estados Unidos. Os resultados do teste de fase 1 foram publicados na última edição da revista New England Journal of Medicine.

“De modo geral, eu diria que foi um estudo de fase 1 muito bem sucedido”, diz Anthony Fauci, director do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas (NIAID) em Bethesda, Maryland, que co-desenvolveu o medicamento com a farmacêutica londrina GlaxoSmithKline (GSK). “Os próximos passos são avançar com testes de maior eficácia na África ocidental.

A vacina é semelhante a uma que está alinhada para ser testada em testes maiores na África ocidental e que deverá ter começar no próximo ano. Nestes testes fase 2 e 3, milhares de pessoas em risco de contrair o vírus, como prestadores de cuidados de saúde, irão receber a vacina para determinar se consegue proteger contra a infecção.

A vacina que foi testada nos Estados Unidos foi produzida a partir de um adenovírus de constipação em chimpanzés que foi modificado para expressar proteínas de duas estirpes de ébola, conhecidas por Zaire e Sudão (de acordo com as suas origens) e já estava disponível quando o teste começou em Setembro.

No entanto, o surto na África ocidental é causado por uma estirpe diferente do vírus Zaire, conhecida por Zaire-Guiné. Os criadores de vacinas concordaram que as chamadas vacinas monovalentes que atacam apenas a estirpe Zaire deviam ser aplicadas na África ocidental. Os testes de segurança de uma dessas vacinas, também desenvolvida pela GSK e o NIAID, começaram em Outubro em vários locais, incluindo a Suíça, Reino Unido e Mali.

No teste da vacina bivalente, voluntários receberam uma de duas doses. Nenhum dos participantes desenvolveu qualquer tipo de problema de saúde importante, apesar de dois terem tido um pouco de febre um dia após a dose mais alta. As amostras de sangue de todos os participantes continham anticorpos contra pelo menos uma das espécies de vírus mas os voluntários que receberam a dose alta da vacina produziram mais anticorpos contra a estirpe Zaire-Guiné do que aqueles que receberam a dose mais baixa.

Apenas um teste de eficácia que envolva pessoas em risco de infecção pode revelar se a vacina a impede mas os níveis de anticorpos que os voluntários da dose elevada geraram estavam de acordo com as observadas em macacos que ficaram protegidos do ébola depois de receberem a mesma vacina, diz Fauci.

“As respostas imunitárias estão lá, o problema é saber se serão suficientemente fortes para proteger os humanos contra o ébola e iremos descobrir isso no teste fase 3", diz Adrian Hill, director do Instituto Jenner em Oxford, Reino Unido, que está a liderar um pequeno teste de segurança da vacina monovalente NIAID/GSK. “A questão aqui é que não será a vacina usada na África ocidental."

Daniel Bausch, médico na Universidade Tulane em Nova Orleães, Louisiana, autor do editorial que acompanha o artigo, considera que as respostas imunitárias parecem adequadas mas são difíceis de interpretar. Os investigadores não sabem que tipo de resposta imunitária é necessária para prevenir o ébola, diz ele: "Dado que não sabemos onde está a meta, é um desafio interpretar este tipo de estudos."

Outras vacinas contra o ébola também estão a ser aceleradas para ser sujeitas a testes clínicos. A Agência de Saúde Pública do Canadá desenvolveu uma vacina produzida a partir de um vírus relacionado com a raiva e licenciou-a à NewLink Genetics de Ames, Iowa, e à Merck de Whitehouse Station, Nova Jérsia. Os testes de segurança já começaram.

Entretanto, os testes fase 1 devem começar no início do próximo ano para um regime de duas vacinas envolvendo uma vacina baseada em adenovírus desenvolvida pela americana Johnson & Johnson e pelo NIAID, e uma vacina produzida a partir de um vaccínia, um vírus semelhante ao da varíola do gado, desenvolvida pela Bavarian Nordic da Dinamarca.

“É realmente impressionante que tenhamos todos estes dados ao fim de tão pouco tempo”, diz Hill. “Este teste começou em Setembro e estamos a ver uma rtigo em Novembro.”

 

 

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