2014-11-26

Subject: Neurónios de dor e de comichão produzidos em laboratório

 

Neurónios de dor e de comichão produzidos em laboratório

 

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@ Nature/Jonathan Storey/Getty Images

Os neurónios que transmitem as sensações de dor, comichão e outras, ao cérebro foram produzidas em laboratório. Os investigadores dizem que as células serão úteis no desenvolvimento de novos analgésicos, bem como na compreensão da razão porque algumas pessoas sofrem de dor e comichão extremas sem explicação aparente.

“A mensagem a levar para casa será 'dor e comichão numa placa de Petri', algo que pensamos ser muito importante", diz Kristin Baldwin, investigadora de células estaminais no Instituto de Investigação Scripps em La Jolla, Califórnia, cuja equipa converteu fibroblastos de rato e humanos em neurónios capazes de detectar sensações como a dor, a comichão e as variações de temperatura. Num segundo artigo, outra equipa usou uma abordagem semelhante para a produção de neurónios capazes de detectar a dor. Ambos os esforços foram publicados na última edição da revista Nature Neuroscience.

Os neurónios sensoriais periféricos produzem proteínas receptoras especializadas que detectam estímulos químicos e físicos e os enviam ao cérebro. O receptor que uma célula produz determina as suas propriedades, algumas células detectoras de dor reagem ao óleo de piri-piri, por exemplo, enquanto outras reagem a diferentes químicos causadores de dor. Mutações nos genes que codificam estes receptores podem levar algumas pessoas a sofrer dor crónica ou, em casos raros, a serem imunes à dor.

Para criar estas células em laboratório, equipas independentes lideradas por Baldwin e por Clifford Woolf, neurocientista do Hospital Pediátrico de Boston no Massachusetts, identificaram combinações de proteínas que, quando expressas em fibroblastos, os transformaram em neurónios sensoriais depois de vários dias. A equipa de Baldwin identificou neurónios que produzem receptores que detectam sensações como a dor, comichão e temperatura, enquanto a equipa de Woolf analisou apenas as células detectoras de dor. Ambas as equipas criaram células semelhantes a neurónios em forma e que produziram impulso nervoso em resposta à capsaicina, a substância que dá o picante ao piri-piri e ao óleo de mostarda.

Ambas as equipas dizem que as células de dor em placa de Petri podem acelerar a investigação de novos analgésicos pois podem ser usadas na escolha de medicamentos pela sua capacidade de bloquear ou alterar a actividade destas células. 

“O número de pessoas que tomam analgésicos é enorme e há grande necessidade em pessoas com dores intratáveis durante quimioterapia”, diz Baldwin. O medicamento anti-malária cloroquina provoca comichão em algumas pessoas, especialmente os descendentes de africanos, e o estudo das células da comichão produzidos a partir de fibroblastos podem ajudar a explicar o porquê, acrescenta ela.

Será importante garantir que as células reagem a estímulos de forma semelhante às verdadeiras células sensoriais, diz John Wood, neurocientista no University College de Londres, e determinar como comunicam com células imunitárias e o resto do sistema nervoso, pois ambos têm o seu papel na dor. “É um trabalho importante, os neurónios nociceptivos desempenham um papel crucial em praticamente todas as perturbações de dor agudas e crónicas, pelo que uma melhor compreensão da sua biologia deverá produzir novos alvos para os medicamentos analgésicos.”

 

 

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