2014-11-23

Subject: Publicada lista dos mais procurados criminosos ambientais

 

Publicada lista dos mais procurados criminosos ambientais

 

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Adriano Jacobone, Ariel Bustamante Sanchez, Feisal Mohamed Ali, Nicolaas Duindam

Está a ser pedido ao público que forneça informação sobre a localização de nove fugitivos suspeitos de graves crimes ambientais.

O apelo, feito pela Interpol, faz parte de um esforço para localizar indivíduos envolvidos em pesca e abate de árvores ilegais e tráfico de vida selvagem. O comércio de vida selvagem estima-se que valha cerca de US$213 mil milhões por ano, de acordo com as Nações Unidas mas esta é a primeira vez que se está a procurar indivíduos.

Investigadores de vinte e um países reuniram-se nos quartel-general da Interpol em França em Outubro para partilhar informação sobre suspeitos envolvidos numa série de crimes envolvendo o ambiente.

No âmbito da operação Infra Terra, esta agência internacional está agora a pedir a ajuda do público na localização de nove suspeitos principais: "Mesmo o detalhe mais insignificante tem o potencial de deslindar um caso, quando combinado com outras evidências de que a polícia já dispõe", diz Ioannis Kokkinis, da Interpol.

"Por vezes basta um olhar novo para trazer novo momento a uma investigação e fornecer uma pista desconhecida que ajudará a localizar estes indivíduos, alguns dos quais andam a monte à anos", acrescenta ele.

Um desses nomes é Feisal Mohammed Ali, alegadamente o líder de um grupo de contrabandistas de marfim que actua no Quénia. Ele está a ser procurado por ligação à apreensão de 314 peças de marfim, que pesam mais de duas toneladas, em Mombaça em Junho.

Outros presentes na lista incluem Ahmed Kamran, que foi acusado de tentativa de contrabando de 100 animais vivos, incluindo girafas e impalas, para o Qatar com a ajuda de um avião militar. Já Ariel Bustamante Sanchez está alegadamente envolvido na pesca ilegal de atum nas águas protegidas ao largo da Costa Rica.

Esta acção foi muito bem recebida pela Convenção Internacional sobre o Comércio de Espécies Ameaçadas (CITES), que está preocupada não só com o impacto do crime ambiental sobre as espécies mas também com o seu efeito sobre a estabilidade política de muitos países.

"Os países estão cada vez mais a tratar o crime sobre a vida selvagem como uma transgressão muito grave e não vamos deixar pedra por virar para localizar e prender estes criminosos para que sejam trazidos perante a justiça", diz Ben Janse van Rensburg, da CITES.

"O público pode ter um papel crucial neste esforço colectivo, ele é os nossos olhos e ouvidos no terreno. O seu apoio pode ajudar a garantir que os prevaricadores sentem o peso da lei e são adequadamente punidos."

Qualquer pessoa que considere ter informações sobre a possível localização destes fugitivos pode usar este formulário para contactar a Interpol. As informações também podem ser fornecidas de forma anónima a qualquer agente da lei nacional.

 

 

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