2014-11-17

Subject: Testes de medicamentos contra ébola começam em Dezembro

 

Testes de medicamentos contra ébola começam em Dezembro

 

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@ Nature/Issei Kato/Reuters/Corbis

Três potenciais tratamentos para o ébola serão testados no próximo mês em locais geridos pelos Médicos sem Fronteiras (MSF) na África ocidental. Os tratamentos incluem dois medicamentos antivirais e um soro do convalescente, composto por componentes do sangue retirados de sobreviventes da doença.

Uma série de outros testes também estão a ser planeados : funcionários americanos, europeus e africanos encontraram-se na semana passada para discutir que intervenções devem ter prioridade nestes testes.

O brincidofovir e o favipiravir, os dois medicamentos a ser estudados nos locais dos MSF, foram seleccionados depois de uma revisão de dados de segurança e eficácia, disponibilidade de produto e logística envolvida na administração do tratamento aos pacientes.

O teste do brincidofovir será conduzido por investigadores da Universidade de Oxford, Reino Unido, em nome do Consórcio Internacional de Infecção Severa Aguda Respiratória Emergente (ISARIC), uma iniciativa global de resposta de ajuda a surtos de doenças. O local do teste, financiado pelo Wellcome Trust, não foi determinado.

O teste do favipiravir será conduzido em Guéckédou, Guiné, pela agência biomédica francesa INSERM. O teste do soro do convalescente será feita em Conacri, Guiné, sob a liderança do Instituto de Medicina Tropical de Antuérpia, Bélgica.

“A condução de testes clínicos de medicamentos em investigação no meio de uma crise humanitária é uma experiência nova para todos mas estamos determinados a não falhar perante as pessoas da África ocidental", diz Peter Horby, epidemiologista na Universidade de Oxford e investigador-chefe do teste do brincidofovir, a conferência de imprensa dos MSF.

Todas as três intervenções já foram usadas em pacientes na epidemia actual e fazem parte da lista da Organização Mundial de Saúde (OMS) de potenciais tratamentos para o ébola.

O brincidofovir é um antiviral de largo espectro desenvolvido pela biofarmacêutica Chimerix de Durham, Carolina do Norte, e ainda não foi aprovado pelos reguladores americanos. O favipiravir é produzido pela japonesa Toyama, detida pela Fujifilm em Tóquio. O medicamento está aprovado no Japão para o tratamento da gripe e tem ideia de funcionar contra outros vírus, como o ébola, que usam RNA como ácido nucleico.

O soro do convalescente, seja sangue completo ou plasma retirado de sobreviventes de ébola, pensa-se que contenha anticorpos que ajudem a combater o vírus ébola no corpo dos pacientes.

Os cientistas americanos ainda não anunciaram que tratamentos serão testados em testes clínicos a realizar nos Estados Unidos e, possivelmente, na Libéria. Médicos e investigadores que estão a organizar os testes encontraram-se nos Institutos Nacionais de Saúde em Bethesda, Maryland a 11 de Novembro.

"Tivemos boas discussões", diz Clifford Lane, director-adjunto para a investigação clínica e projectos especiais no Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas em Bethesda. “Estamos a trabalhar para refinar o nosso protocolo de concepção adaptativa com base nestas discussões.”

Os MSF dizem que os testes nos seus locais vão testar se as intervenções aumentam a proporção de pacientes que sobrevivem durante duas semanas. Esperam ter os resultados iniciais dos testes já em Fevereiro de 2015.

Anteriormente, os MSF já tinham mencionado que nenhum dos testes nos seus locais atribuirá pacientes a terapias standard em vez da intervenção experimental, uma questão espinhosa e acesamente debatida. Os testes americanos vão usar um grupo de controlo mas ainda não foram tomadas as decisões finais sobre a concepção do teste.

 

 

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