2014-11-14

Subject: Cocktails personalizados vencem tumores resistentes

 

Cocktails personalizados vencem tumores resistentes

 

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@ Nature/Steve Gschmeissner/Science Photo Library

Os médicos podem ser capazes de ultrapassar a resistência aos medicamentos em cancros cultivando células do tumor do próprio paciente e atacando-as com um conjunto de compostos para perceber quais funcionam.

Um estudo publicado na última edição da revista Science anuncia este futuro ultra-personalizado da terapia contra o cancro. Os esforços internacionais para sequenciar os genomas cancerosos forneceram um pesado catálogo de mutações que conduzem o crescimento tumoral e oferecem objectivos entusiasmantes para medicamentos.

Mas as tentativas para desenvolver terapias que atinjam esses alvos têm sido frustrantes: muitos destes medicamentos inicialmente reduzem os tumores mas o cancro muitas vezes ressurge. Uma cura aparentemente miraculosa pode causar grande desapontamento em apenas alguns meses, com tumores a voltar a crescer tão vigorosamente como antes.

É um problema que há muito iludia o investigador de tumores e médico Jeffrey Engelman, do Hospital Geral do Massachusetts em Boston. Para saber mais sobre a forma se torna resistente à terapia, Engelman concebeu uma forma de cultivar células tumorais do pulmão de amostras de pacientes e testá-las contra uma bateria de 76 medicamentos diferentes.

Os resultados forneceram combinações inesperadas e prometedoras de medicamentos para o tratamento de cancros resistentes mas a abordagem ainda não foi usada para guiar o tratamento em pacientes, salienta Razelle Kurzrock, directora do Centro para a Terapia Personalizada da Universidade da Califórnia em San Diego, que não esteve envolvido no estudo.

“O potencial do artigo está realmente lá", diz ela. “Mas funciona num paciente? Essa é uma realidade muito mais difícil."

As células cultivadas há muito que são um pilar fundamental da investigação do cancro. Apesar de não imitarem perfeitamente o crescimento tumoral no corpo, são amigas de estudos que exigem grande número de amostras, como os testes de medicamentos.

Mas as biopsias de pacientes são difíceis de cultivar pois frequentemente são minúsculas e fornecem poucas células cancerosas. A equipa de Engelman apoiou-se em recentes avanços nas técnicas de cultura celular para desenvolver formas de coagir estas células a crescer em laboratório. A equipa usou a técnica para cultivar células de 20 pacientes cujos cancros se tinham tornado resistentes à terapia e testaram-nas relativamente à sensibilidade a 76 medicamentos para o cancro, sozinhos e em várias combinações.

Para a maioria das linhagens celulares, os investigadores conseguiram encontrar um cocktail que funcionou. A abordagem por vezes forneceu mesmo resultados inesperados: por exemplo, mais de metade das amostras celulares resistentes a terapias às terapias que atacavam a proteína ALK foram vencidas por medicamentos diferentes que inibiam outra proteína, a SRC. “Não havia resultados genéticos que apontassem para essa combinação", diz Engelman.

Outros propuseram a utilização de ratos para modelar cancros humanos e várias companhias oferecem agora a possibilidade de transplantar tumores de pacientes para ratos como forma de testar tratamentos mas Engelman considera que a abordagem por cultura de células pode ser mais rápida e mais versátil para os testes de grande dimensão.

Ainda assim, muitas das biopsias usadas no estudo não forneceram células cancerosas suficientes para cultura laboratorial e mesmo aquelas que o conseguiram precisaram de até seis meses antes de puderem ser usadas nos testes de sensibilidade aos medicamentos. “Os nossos pacientes precisam mesmo de saber o mais rapidamente possível como tratar os seus cancros”, diz Engelman, que está agora a trabalhar na redução do tempo de cultura para algumas semanas.

“Estamos a fazer bons progressos", acrescenta ele. “Penso que temos uma boa hipótese de chegarmos lá.”

 

 

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