2014-11-12

Subject: Ondas cerebrais humanas activam genes genes de rato

 

Ondas cerebrais humanas activam genes genes de rato

 

Dificuldades em visualizar este e-mail? Consulte-o online!

Newsletter não segue Acordo Ortográfico

@ Nature

Um sistema que usa a actividade cerebral para activar genes por acção da luz pode dar novo significado à frase 'mente sobre matéria': a engenhoca, que foi testada em ratos, pode um dia permitir a pacientes humanos prevenir a dor ou convulsões ao reconhecer os sinais da preparação destes fenómenos e intervindo para os bloquear.

As descobertas, agora relatadas na revista Nature Communications, são outro avanço no florescente campo da optogenética, que utiliza a luz para controlar a actividade de genes. Mas enquanto muitos sistemas experimentais ainda exigem um fonte de energia externa, a equipa liderada por Martin Fussenegger, bioengenheiro na ETH Zurich na Suíça, usou a própria electricidade do cérebro, recolhida através de electroencefalografia (EEG), para fornecer energia através de uma cadeia de sinais.

Fussenegger começou por criar um pequeno cartucho implantável contendo células estaminais humanas que tinham sido modificadas para produzir uma proteína (fosfatase alcalina secretada - SEAP) quando as células eram expostas a um feixe de luz infravermelha. Os investigadores colocaram este cartucho debaixo da pele de um rato, juntamente com um díodo emissor de luz infravermelha (LED).

Seguidamente, a equipa programou um computador para receber e reconhecer os padrões de actividade cerebral de voluntários que usavam um capacete de EEG. Quando o computador reconhecia um padrão individual pré-determinado, como o provocado pela meditação, activava um gerador de campo eléctrico. A corrente eléctrica passava para o rato sobre ele e ligava o LED implantado. A luz levou a que as células implantadas começassem a produzir SEAP, que passou do cartucho para o sangue do rato.

Fussenegger considera que testes em humanos deste sistema estão ainda muito distantes, no entanto. Por exemplo, os investigadores precisam primeiro de demonstrar que as células estaminais não danificam o cérebro e têm que arranjar forma de controlar a quantidade de proteína que é produzida em resposta à luz. 

Mas ele já pensou em numerosas aplicações possíveis para um  dispositivo que consegue responder tão rapidamente aos sinais cerebrais: por exemplo, o dispositivo podia ser programado para responder aos padrões de EEG que prevêem uma convulsão e impedi-la administrando um medicamento ao cérebro.

 

“Tudo isto ´s super inovador e muito entusiasmante", diz o neurocientista Michael Bruchas, da Universidade de Washington em St. Louis, Missouri. “Pode-se passar da biologia para a electrónica e voltar à biologia, algo muito poderoso.” Ele concorda que estamos longe de testes em humanos mas sugere que o dispositivo também poderia ser implantado em muitas outras zonas do corpo, como no intestino, e ser controlado por padrões EEG.

Outros, no entanto, questionam a utilidade do sistema, dadas as limitações da actual tecnologia e do conhecimento científico. O perito em ética médica Joseph Fins, da Faculdade de Medicina Weill Cornell em Nova Iorque apelida a experiência de “bonito casamento da optogenética e da concepção de um interface cérebro-computador”. Mas diz que ainda há tanto trabalho a fazer, como mapear os circuitos do cérebro e desenvolver programas de computador que interpretem os sinais do EEG, que falar de potenciais terapias é prematuro.

Ainda assim, diz Fins, um dispositivo que reconheça e responda a certas assinaturas cerebrais seria útil a pacientes dependem de outros para o seu cuidado. Os padrões EEG que indicam dor, por exemplo, podiam ser associados à aplicação de um anestésico. “Se tivessem algum grau de controlo seria algo maravilhoso", diz ele.

 

 

Saber mais:

Fantasmas gerados por desencontro entre cérebro e corpo

Thriller de Hitchcock revela mente activa em homem em estado vegetativo

Expressão de genes implicada em stress pós-traumático

QI dos chimpanzés começa nos genes

Detestamos estar sozinhos com os nossos pensamentos!

Flashes de luz revelam como se formam as memórias

 

 

Facebook simbiotica.orgTwitter simbiotica.orgGoogle + simbiotica.orgFlikr simbiotica.orgYouTube simbiotica.org Pinterest simbiotica.org

 

Arquivo  |  Partilhar Comentar |   Busca Contacte-nos  |  Imprimir  |  Subscrever | @ simbiotica.org, 2014


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com