2014-11-03

Subject: Combustíveis fósseis têm que desaparecer até 2100

Combustíveis fósseis têm que desaparecer até 2100

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@ BBC

O uso sem restrições de combustíveis fósseis deve ser abandonado até 2100 para conseguirmos evitar alterações climáticas perigosas, refere um painel de peritos apoiado pelas Nações Unidas.

O Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC) diz num relatório bastante sombrio que o grosso da electricidade do mundo pode, e deve, ser produzida a partir de fontes baixas em carbono até 2050. Se isso não acontecer, o mundo enfrentará danos "severos, persistentes e irreversíveis".

Para as Nações Unidas, a inacção custará "muito mais" do que tomar as medidas necessárias agora.

O Relatório Síntese do IPCC foi publicado este domingo em Copenhaga, após uma semana de intenso debate entre cientistas e funcionários governamentais, e tem como objectivo informar os políticos envolvidos na tentativa de alcançar um novo tratado global sobre o clima até ao final de 2015.

O relatório diz que a redução das emissões é crucial para que o aquecimento global se limite a 2º C, uma meta reconhecida em 2009 como o limiar de alterações climáticas perigosas.

O relatório sugere que as energias renováveis terão que aumentar da sua quota actual de 30% para 80% do sector eléctrico até 2050.

A longo prazo, o relatório afirma que a produção de electricidade a partir de combustíveis fósseis sem tecnologias de captura e armazenagem de carbono (CAC) terá que ser "abandonada praticamente por completo até 2100".

O Relatório Síntese sumaria três relatórios anteriores produzidos pelo IPCC, que delineavam as causas, impactos e potenciais soluções para as alterações climáticas, para além de reafirmar muitas posições já familiares:

  • o aquecimento global é "inequívoco", bem como a influência humana sobre o clima;
  • o período entre 1983 e 2012 foi provavelmente o intervalo de 30 anos mais quente dos últimos 1400 anos;
  • os impactos do aquecimento já são visíveis por todo o globo (acidificação dos oceanos, o degelo do árctico e a redução da produção agrícola em muitos locais);
  • sem uma acção concertada sobre o carbono, as temperaturas vão subir durante as próximas décadas e podem atingir quase 5ºC acima dos níveis pré-industriais no final deste século.

"A ciência falou", disse o secretário-geral das Nações Unidas Ban Ki-moon. "Não há qualquer ambiguidade na sua mensagem e os líderes têm que agir. O tempo não está do nosso lado. Há um mito de que a acções climática terá pesados custos mas a inacção custará muito mais."

 

O secretário de estado americano John Kerry, descreve o relatório como "mais um canário na mina de carvão". "Aqueles que optam por ignorar ou contestar a ciência que é tão clara neste relatório, fazem-no com grande risco para todos nós e para os nossos filhos e netos."

O secretário de estado para a energia e alterações climáticas Ed Davey descreve o relatório como "a mais abrangente, rigorosa e robusta avaliação das alterações climáticas alguma vez produzida".

"Envia uma mensagem clara que deve ser escutada por todo o mundo, temos que agir sobre as alterações climáticas imediatamente. Agora é com os políticos, temos que salvaguardar o mundo para as gerações futuras criando um novo acordo climático em Paris no próximo ano", diz ele.

"O Reino Unido tem liderado neste assunto. O acordo histórico para reduzir as emissões de carbono na Europa em pelo menos 40% até 2030 significa efectivamente que a nossa Acta das Alterações Climáticas está a ser replicada por toda a Europa, tal como está a ser copiada em países por todo o mundo que estão a tentar reduzir as suas emissões."

Myles Allen, da Universidade de Oxford, membro do grupo nuclear do IPCC que escreveu o relatório, refere: "Não nos podemos dar ao luxo de queimar todos os combustíveis fósseis que ainda temos sem termos de lidar com os resíduos como o CO2 e sem os lançarmos para a atmosfera. Se não conseguirmos desenvolver a captura de carbono teremos que deixar de usar os combustíveis fósseis se queremos escapar às alterações climáticas perigosas."

 

 

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