2014-10-13

Subject: Hormona do amor controla comportamento sexual em ratos

 

Hormona do amor controla comportamento sexual em ratos

 

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@ BBC

Um pequeno grupo de neurónios que reagem à hormona oxitocina são cruciais no controlo do comportamento sexual em ratos, revela o estudo agora conhecido.

Os investigadores desactivaram estas células de forma a que já não fossem receptivas à oxitocina, uma hormona que já era sabido ter importante para muitas situações sociais íntimas. Sem elas, as ratas não eram mais atraídas por um parceiro do que por uma peça de Lego, relata a equipa na última edição da revista Cell.

Estes neurónios situam-se no córtex pré-frontal do cérebro, uma zona importante para a personalidade, a aprendizagem e o comportamento social.

Tanto quando a hormona era removida como quando as células eram silenciadas, as fêmeas perdiam o interesse em acasalar com os machos durante o cio, o momento em que as ratas são activas sexualmente. Noutros momentos do seu ciclo respondiam perante os machos com comportamentos sociais normais.

Os resultados são "muito fascinantes porque se trata de uma pequena população celular que tinha um efeito tão específico", refere o co-autor do trabalho Nathaniel Heintz, da Universidade Rockefeller em Nova Iorque.

"Esta hormona interna é regulado em muitos contextos diferentes mas neste em particular é através do córtex pré-frontal que ajuda a modular o comportamento social e sexual nas fêmeas dos ratos. Não significa que seja a única responsável pois a hormona actua em vários locais importantes do cérebro mas mostra que este tipo particular de célula é necessário para este aspecto do comportamento social das fêmeas", diz Heintz.

Para silenciar os neurónios a equipa usou toxinas que bloqueiam a capacidade das células para transmitir sinais a outros neurónios, uma tecnologia que recentemente revolucionou a capacidade para estudar pequenas populações de neurónios.

 

"Estes circuitos podem ser semelhantes noutras espécies, incluindo humanos, logo a sua compreensão em ratos pode ajudar-nos a compreender porque razão a oxitocina tem estes efeitos também no Homem", acrescenta Heintz.

Os investigadores também descobriram que as células femininas são mais reactivas à hormona do que as equivalentes nos machos dos ratos.

Gareth Leng, professor de fisiologia experimental na Universidade de Edimburgo, Reino Unido, e que não esteve envolvido no estudo, considera o trabalho muito interessante e que acrescenta evidências a um corpo de conhecimentos que mostravam que os receptores de oxitocina se localizam em muitas partes do cérebro, facilitando as interacções sociais: "A oxitocina parece ser capaz de alterar a forma como certos grupos de neurónios interagem uns com os outros, efectivamente alterando os circuitos neurais, ainda que de forma funcional e não física."

O estudo revela mais evidências de que, acrescenta Leng, a oxitocina "tem acções muito diversificadas em muitos locais do cérebro". "A oxitocina não parece agir como um neurotransmissor convencional mas mais como uma hormona no interior do próprio cérebro."

 

 

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