2004-06-27

Subject: Reprodução assistida ajuda espécies ameaçadas

News of the Wild

 

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Reprodução assistida ajuda espécies ameaçadas 

 

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As técnicas de reprodução assistida, como a inseminação artificial ou a fertilização in vitro, estão a dar uma importante contribuição para a conservação animal, consideram os cientistas.

O doutor David Wildt refere que estas técnicas estão a ser usadas como apoio a populações de orcas, pandas gigantes, chitas e mesmo de doninhas. Este perito do Smithsonian National Zoo considera que agora as nuances da reprodução animal são compreendidas.

Tem-se falado muito, ultimamente, da utilização de clonagem para ajudar esforços de conservação de espécies raras ou ameaçadas, mas esta tecnologia ainda é altamente ineficiente e não é provável que desempenhe um papel crucial a este nível nos tempos mais próximos.

Pelo contrário, os investigadores estão cada vez mais a virar-se para os tratamentos de fertilidade já existentes, muitos deles desenvolvidos para uso humano, como forma de aumentar o efectivo de animais raros. 

Até agora, apenas neste ano, nasceram 20 pandas gigantes em cativeiro, graças às técnicas de reprodução assistida. As fêmeas panda apenas são férteis 3 dias por ano, o que cria sérias dificuldades à reprodução destes animais. Mas com a ajuda da inseminação artificial e recolha de esperma de centros de reprodução espalhados pelo mundo, as probabilidades da produção de crias viáveis aumenta significativamente.

O doutor Wildt do Smithsonian Zoo's Conservation and Research Center refere que a inseminação artificial é uma técnica muito valiosa para a gestão genética de populações com efectivos reduzidos, permitindo criar um fluxo genético de uma localização para outra ou a inclusão de genes de populações selvagens, sem retirar animais do seu habitat natural.

As técnicas de reprodução assistida não é a solução final para a conservação, pois a manutenção dos habitats e recursos alimentares são vitais para a sobrevivência das espécies. No entanto, Wildt considera que pode dar uma importante contribuição, dando aos cientistas uma maior compreensão das dificuldades reprodutoras de algumas espécies.

 

Por exemplo, a reprodução assistida levou à descoberta de que, nas chitas, mais de 70% do esperma apresenta espermatozóides deformados, reduzindo dramaticamente a fertilidade. A inseminação artificial e a escolha do melhor esperma significa que mais animais nascem e são, eventualmente, reintroduzidos na natureza.

No entanto, a genuína conservação apenas será alcançada quando o conhecimento reprodutivo e as tecnologias forem integradas com outras disciplinas em programas multi-dimensionais de gestão. A conservação é como um gigantesco quebra-cabeças com muitas peças. A reprodução assistida é apenas uma dessas peças, pelo que apenas com essas técnicas nunca poderemos fazer uma contribuição válida para a conservação. 

Por exemplo, nos estudos com pandas gigantes trabalha-se de perto com veterinários, biólogos comportamentais, nutricionistas, patologistas, biólogos populacionais e geneticistas, e isto apenas do lado do cativeiro. Na natureza, integra-se esse trabalho com peritos em ecologia, gestão de paisagem, informação geográfica e educação ambiental. 

 

 

Saber mais:

ESHRE

Dr David Wildt

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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