2014-10-01

Subject: Populações selvagens reduzidas a metade em 40 anos

 

Populações selvagens reduzidas a metade em 40 anos

 

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@ BBC

A perda global de espécies é ainda pior do que antes se estimava, revelam o World Willife Funda (WWF) e a London Zoological Society (ZSL) no seu mais recente relatório Living Planet Index.

O relatório sugere que as populações selvagens se reduziram a metade no espaço de 40 anos, situação revelada pela utilização de novas metodologias que tornaram este relatório muito mais alarmante que o anterior, de há dois anos.

O relatório refere que as populações de mamíferos, aves, répteis, anfíbios e peixes se reduziram, em média, 52%. As populações de peixes de água doce sofreram uma queda ainda maior de 76%.

A compilação do declínio média das espécies a nível global envolve estatísticas complicadas, que frequentemente comparam dados díspares, e alguns críticos não consideram o exercício estatisticamente válido.

A equipa envolvida considera que melhorou a sua metodologia desde a publicação do último relatório, há dois anos, mas os resultados são ainda mais alarmantes. No anterior, estimaram que a vida selvagem "apenas" se tinha reduzido em 30%, mas sejam quais forem os números, parece claro que a vida selvagem continua a ser dizimada pelas actividades humanas.

O relatório refere que o Homem está a abater árvores mais rápido do que elas conseguem crescer, a pescar mais do que os oceanos conseguem repor, a bombear água de rios e aquíferos mais depressa do que a precipitação os consegue reabastecer e a emitir mais carbono do que os oceanos e as florestas conseguem absorver.

Cataloga as áreas de impacto mais severo, como por exemplo o Gana, onde a população de leões numa reserva caiu 90% em 40 anos. Na África ocidental, o abate da floresta encurralou os elefantes da floresta em 6-7% do seu habitat histórico e a perda de habitat e a caça reduziram o número global de tigres de 100 mil a apenas 3 mil.

O índice segue as populações de mais de 10 mil espécies de vertebrados entre 1970 e 2010 e revela um declínio continuado das mesmas, sendo que a tendência global não está a abrandar.

O relatório demonstra que a maior ameaça à biodiversidade de que há registo resulta do impacto combinado da perda e degradação do habitat, conduzidas pelo que o WWF apelida consumo humano insustentável. Também se salienta que os impactos das alterações climáticas estão a tornar-se uma preocupação crescente, apesar do seu efeito sobre as espécies estar ainda em debate.

O WWF, no entanto, está determinado a evitar o desespero, salientando os esforços para salvar espécies como, por exemplo:

  • um programa de conservação de gorilas no Ruanda, que promove o turismo de observação dos animais;

  • um esquema de incentivo a agricultores de subsistência para evitarem o abate e queima da floresta em Acre, Brasil;

  • um projecto para reduzir a quantidade de água retirada do Itchen no Reino Unido.

Antes, o Living Planet Index era calculado usando o declínio médio de todas as populações das espécies estudadas mas a nova metodologia ponderada analisa os dados para fornecer o que a equipa considera ser um cálculo muito mais rigoroso do estado colectivo das populações em todas as espécies e regiões.

 

Um porta-voz da ZSL explica: "Por exemplo, se a maioria das medições de uma dada região são de populações de aves mas o maior número de vertebrados da mesma zona pertence aos peixes, então é necessário dar um peso superior às populações de peixes para termos uma imagem correcta da taxa de declínio populacional das espécies dessa região."

"Pesos diferentes são aplicados entre regiões e entre ambientes marinhos, terrestres e de água doce. Estamos apenas a ser mais sofisticados na forma como usamos os dados. Aplicando o novo método aos dados de 2008 descobrimos que as coisas eram consideravelmente piores do que pensámos na altura, está claro que estamos a assistir a uma tendência de longo prazo significativa no declínio das populações."

Stephen Buckland, co-director Centro Nacional de Estatística Ecológica do Reino Unido, comentou: "Está claro que os declínios estão a acontecer, a uma taxa superior nas zonas tropicais ricas em biodiversidade quando comparadas com zonas temperadas, onde a maior parte da biodiversidade já estava perdida há muito."

"Mas permanece a questão, no Living PIanet Index, da razão porque algumas populações são monitorizadas e outras não. As que estão em declínio são talvez de maior interesse e, por isso mesmo, mais provavelmente monitorizadas do que as que estão estáveis ou a aumentar. Por razões práticas, as populações que estão a sofrer maior impacto por parte do Homem são mais facilmente monitorizadas."

"Mais, a qualidade dos dados é muito variável de uma população para outra e algumas tendências populacionais devem estar desfasadas. Então, temos declínios? Certamente, mas estarão os números 52% abaixo de há 40 anos? Se calhar não."

 

 

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