2004-06-26

Subject: Estudo busca formas de vida únicas

News of the Wild

 

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Em destaque:

Estudo busca formas de vida únicas 

 

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Uma equipa internacional está a iniciar um estudo para registar as espécies do oceano Árctico, incluindo uma zona profunda, intocada há milénios, que se pensa conter a água salgada mais antiga do planeta.

A equipa, baseada na universidade do Alaska, acredita que irá encontrar espécies totalmente novas para a ciência, bem como grande número de espécies mais corriqueiras. A sua tarefa é agora, mais que nunca, urgente, pois as alterações climáticas estão a alterar a biologia da zona com grande velocidade.

A equipa irá iniciar o trabalho em Agosto, usando submersíveis, detecção sonar e outros métodos mais tradicionais de inventariação das formas de vida do oceano Árctico. Este estudo é parte de um censo de 10 anos da vida marinha, com custos de mais de 1 bilião de dólares e envolvendo cientistas de todo o planeta.

A equipa inclui cientistas das nações circumpolares e ainda algumas outras, nomeadamente Rolf Gradinger, Russ Hopcroft e Bodil Bluhm. Estes peritos referem que as tremendas alterações que se registam actualmente, tornam esta missão crucial e urgente, de forma a que se possam debater a forma e o efeito das alterações climáticas. 

Os investigadores vão estudar as formas de vida em diferentes níveis da coluna de água: uma camada superficial de baixa densidade, uma camada intermédia que recebe água quente e salgada do Atlântico e uma camada profunda e densa.

Uma das áreas melhor estudadas será a bacia do Canadá, uma espécie de buraco submarino de grandes dimensões e praticamente desconhecido, onde se atingem os 3800 metros de profundidade.

Coberta de gelo, esta zona localiza-se logo a norte do Yukon Territory e do Alaska, estando ligada ao oceano Pacífico pelo estreito de Bering, com apenas 70 metros de profundidade. A bacia é protegida da influência do Atlântico norte pelas reduzidas dimensões do estreito de Fram, entre a Groenlândia e a ilha de Svalbard, e pela crista de Lomonosov, que chega quase á superfície.

 

Na zona da crista tentar-se-á uma recolha de sedimentos profundos pela expedição Arctic Coring Expedition (Acex), ainda este ano.

Muitas das espécies que habitam as profundidades extremamente frias da bacia do Canadá nunca se deslocam para águas menos profundas e pensa-se que deverão estar isoladas há milhões de anos. Entre as novidades que os investigadores esperam encontrar estão cefalópodes e alforrecas. 

Outro ponto de interesse do estudo será a diversidade de vida em volta das embocaduras dos rios canadianos e russos. A cooperação russa é central para o sucesso do projecto, participando instituições como a Academia Russa de Ciências e a Universidade Estatal de Moscovo.

Hopcroft refere que o Árctico não é o deserto que as pessoas pensam, com base em experiências anteriores com submersíveis, esperamos descobrir pelo menos o dobro das espécies dos vários grupos actualmente descritos. 

O projecto terá, no entanto, diversas dificuldades pela frente, nomeadamente a falta de navios quebra-gelos e as fronteiras políticas, especialmente em locais usados para lixeiras nucleares e ricas em minerais. Esta zona era usada para o jogo do gato e do rato, durante a guerra fria, uma zona nada fácil para os biólogos. 

 

 

Saber mais:

Census of Marine Life

Canada Basin

Arctic Coring Expedition 2004

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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