2014-09-07

Subject: Transfusões de sangue consideradas tratamento prioritário para o ébola

 

Transfusões de sangue consideradas tratamento prioritário para o ébola

 

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@ Nature/DOMINIQUE FAGET/AFP/Getty Images

Tratar pacientes infectados com ébola com sangue ou soro purificado de sobreviventes da doença deve ser uma prioridade na luta contra o surto na África ocidental, recomendou o painel de peritos organizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A recomendação surgiu no final de um encontro de dois dias para determinar quais os medicamentos  vacinas experimentais devem ser considerados prioridade para desenvolvimento clínico acelerado. A OMS estima que cerca de 3700 pessoas foram infectadas na África ocidental e cerca de 1850 morreram.

Marie-Paule Kieny, directora-geral assistente para os sistemas de saúde e inovação, disse aos jornalistas que a transfusão de sangue inteiro ou soro purificado de sobreviventes do ébola era a terapia com maior potencial para ser implementada imediatamente em larga escala na África ocidental, em parte porque a dimensão do surto significa que há mais dadores potenciais disponíveis. A ideia é transferir anticorpos contra o ébola de sobreviventes para sofredores mas há muito pouca informação sobre a eficácia desse tipo de transfusão.

A prioridade, diz Kieny, será garantir que o sangue recolhido está livre de outro tipo de agentes patogénicos e que os prestadores de cuidados de saúde estão em segurança durante as transfusões, quando estão expostos ao sangue de pacientes com ébola. Os esforços para instituir infra-estruturas e treino adequados estão em curso, acrescentou ela.

Não existem terapias ou vacinas para o ébola aprovados para utilização humana mas o painel de peritos da OMS considerou ético a utilização de medicamentos experimentais neste surto, desde que sejam feitos todos os esforços para recolher dados científicos sobre segurança e eficácia. 

Neste último encontro do painel de peritos da OMS, os peritos recomendaram que seja dada prioridade a dois candidatos a vacinas: uma vacina com um adenovírus de chimpanzé (ChAd3) desenvolvida pelo Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas americano e pela Glaxo SmithKline, e uma vacina com um vírus da estomatite vesicular recombinante (rVSV) desenvolvida pela Agência Canadiana de Saúde Pública e licenciada à NewLink Genetics and Profectus Biosciences.

A fase I dos testes clínicos da ChAd3 terá início ainda este mês nos Estados Unidos, Reino Unido, Gâmbia e Máli. Os primeiros testes decorrerão em voluntários saudáveis pois as áreas atingidas pelo ébola não têm infra-estruturas adequadas à sua realização.

 

Tanto a ChAd3 como a rVSV conferiram 100% de protecção contra o ébola nos estudos com animais. A OMS estima que estejam disponíveis actualmente 800 doses da rVSV e cerca de 15 mil doses da ChAd3 devem estar prontas no final do ano.

A OMS também seleccionou medicamentos de utilização e testes prioritários, baseando a sua decisão naqueles que mostraram boa eficácia e segurança em primatas não humanos. Os tratamentos escolhidos incluem o ZMapp, um cocktail de anticorpos monoclonais que mostrou na semana passada conferir 100% de protecção em macacos rhesus. 

Oyewale Tomori, virologista na Universidade Redeemer em Redemption City, Nigéria, diz que os esforços para testar e distribuir novas terapias e vacinas não nos devem desviar da necessidade de instituir medidas básicas de saúde pública nas áreas atingidas pelo ébola, nem do fornecimento de medidas de apoio aos doentes. 

Poucos doentes nas áreas afectadas pelo surto têm acesso a cuidados de qualidade, como rehidratação intravenosa, que pode reduzir fortemente a mortalidade. Mas a OMS já pediu $490 milhões para ajudar nas medidas básicas de saúde pública e cuidados de qualidade nos centros de tratamento de ébola.

 

 

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