2014-09-06

Subject: Baleias azuis californianas recuperam para níveis históricos

 

Baleias azuis californianas recuperam para níveis históricos

 

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@ BBC

Os investigadores acreditam que as baleias azuis da Califórnia recuperaram em número e a população regressou a níveis sustentáveis, situação que parece ser única para a espécie, depois do descalabro causado pela caça à baleia.

A equipa de investigadores estima que existam agora cerca de duas mil e duzentas baleias azuis no Pacífico oriental mas a sua vulnerabilidade a choques com navios continua uma preocupação.

Atingindo os 33 metros de comprimento e pesando até 190 toneladas, as baleias azuis são os maiores animais vivos no planeta. As baleias californianas são frequentemente observadas a alimentar-se ao largo da costa do estado mas podem ser encontradas do Alasca à Costa Rica.

Escrevendo na revista Marine Mammal Science, os investigadores da Universidade de Washington dizem que as baleias azuis californianas estão agora a 97% dos seus níveis históricos, conclusão que exigiu algum trabalho de detective.

Os países envolvidos na caça à baleia concentraram os seus esforços de caça nas águas frias do Antárctico e até que a prática foi proibida, em 1966, cerca de 346 mil baleias foram arpoadas. O número de baleias azuis capturadas no Pacífico foi bastante inferior, aproximadamente 3400 animais entre 1905 e 1971, e foi realizada essencialmente pelas frotas russas.

No entanto, a maior parte dos dados sobre as capturas foi mantida secreta durante o regime soviético e só recentemente os cientistas tiveram acesso a esta informação dos arquivos, ainda que a localização e dimensão das capturas não deu pistas quanto ao tipo de baleias azuis que foi capturada. 

Existem duas populações distintas, o grupo californiano e o grupo das que vive perto do Japão e da Rússia. Para compreender quais as baleias em causa, os cientistas usaram o seu canto.

"Estávamos a tentar separar as capturas em leste e oeste mas não sabíamos onde ficava a fronteira entre elas", recorda Trevor Branch, da Universidade de Washington. "Por isso usámos as localizações actuais de onde cantam para determinar a linha divisória pois os seus chamamentos repetitivos são diferentes."

Ao ser capaz de determinar com rigor o número de baleias perdidas devido à caça, a equipa foi capaz de calcular a sua população histórica. Agora de regresso a 97% do seu efectivo passado, a equipa acredita que o aumento da população abrandou pois as baleias alcançaram a capacidade do que o sistema oceânico consegue suportar.

 

Mas uma preocupação dos cientistas actualmente são as colisões com navios, que ocorrem maioritariamente ao largo da costa da Califórnia e levaram as autoridades a pagar aos navios mercantes para abrandar.

"A nossa perspectiva é que seria preferível não haver nenhuma colisão e elas estão acima do limite legal", diz Branch. "Têm que fazer alguma coisa para o evitar, ainda que 11 por ano seja muito inferior do que as capturas históricas."

Estes novos dados sugerem que pode haver um aumento de onze vezes o número de navios antes que haja uma probabilidade de 50% da população cair para níveis considerados perigosos pelos reguladores.

"A minha impressão é que estão relativamente robustas", diz Cole Monnahan, também da Universidade de Washington e autor principal do estudo. "Se fomos capazes de as caçar tão intensivamente durante 50 a 70 anos e foram capazes de recuperar, penso que isso diz muito sobre o futuro. Em termos de coisas como alterações climáticas, é difícil prever mas não me parece que assistamos a uma queda vertiginosa."

Ainda que aplaudindo o sucesso dos esforços de conservação na Califórnia, os cientistas estão bem cientes de que nem todas as populações de baleias conseguiram recuperar. Na Antárctica, as baleias azuis estão aproximadamente a 1% dos seus números históricos.

"As baleias azuis da Califórnia estão a recuperar porque tomámos medidas para parar as capturas e começar a monitorização", diz Cole Monnahan. "Se não o tivéssemos feito, a população podia ter sido empurrada para o limiar da extinção, um destino que outras populações de baleias azuis sofreram."

 

 

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