2014-07-26

Subject: Investigadores apelam a fácil acesso à contracepção

 

Investigadores apelam a fácil acesso à contracepção

 

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@ Nature/BRENDAN SMIALOWSKI/AFP/Getty Images

O encontro anual da Sociedade para o Estudo da Reprodução começou, de forma algo incongruente, com uma discussão sobre contracepção. Com a população global a atingir 8 mil milhões em pouco mais de uma década, clínicos, investigadores de saúde pública e alguns financiadores privados vêm uma necessidade premente de apoiar os trabalhos sobre novos métodos contraceptivos e colocar os métodos já existentes nas mãos daqueles que os desejam.

A contracepção é única nas intervenções médicas pelo vasto leque de benefícios que oferece, diz Anna Glasier, investigadora de contracepção e saúde pública na Universidade de Edimburgo, Reino Unido. Para além de reduzir o peso da sobrepopulação, tem melhorado a saúde, reduzido a mortalidade infantil e materna e dado mais poder e liberdade à mulher, apesar de ser usada a taxas enormemente diferentes de país para país.

Geralmente os investigadores suspeitam que quanto mais escolarizadas são as mulheres e quanto maior a importância que dão a outros factores socioeconómicos, maior a procura por contraceptivos mas quando as mulheres do Bangladesh rural receberam conselhos sobre contraceptivos de alta qualidade e uma vasto leque de opções, nas décadas de 1970 a 1990, a sua utilização de contraceptivos subiu de 5% para 45%, reduzindo dramaticamente a taxa de nascimento e as taxas de mortalidade materna e infantil.

Em países desenvolvidos como os Estados Unidos, onde metade das gravidezes são indesejadas ou mal calculadas, mesmo aqueles com acesso a tratamentos como contraceptivos orais frequentemente não os usam correctamente. Um estudo de 2010 com mulheres de Boston, Massachusetts, revelou que SMS diários como lembretes para tomar a pílula não faziam grande diferença. “Começamos a pensar que estamos a bater com a cabeça nas paredes", diz Glasier.

Com isso em mente, os investigadores estão em busca de aumentar o leque de opções disponíveis, esperando que as mulheres sejam capazes de encontrar métodos mais adequados ao seu estilo de vida. 

Uma abordagem não cirúrgica usa polidocanol, um medicamento que foi aprovado pela Administração americana para a Alimentação e Medicamentos para o tratamento de veias varicosas mas que também pode ser usado para induzir cicatrização nas trompas de Falópio, impedindo os óvulos de atingir o útero. Jeffrey Jensen, especialista em medicina reprodutiva na Universidade de Saúde e Ciência do Oregon em Portland, tem estado a testar esta abordagem em macacos. Ele diz que o polidocanol pode um dia ser uma opção fácil e barata para as mulheres que querem bloquear a sua fertilidade permanentemente.

Os cientistas presentes no encontro em Grand Rapids, Michigan, estavam menos optimistas com as perspectivas de desenvolvimento de um contraceptivo hormonal para homens. Christina Wang, investigadora de saúde reprodutiva na Universidade da Califórnia, Los Angeles, está a trabalhar no desenvolvimento desse tipo de pílula combinando um esteróide progestina com testosterona mas refere que o interesse das farmacêuticas nesses tratamentos arrefeceu na última década.

Wang continua optimista que os homens, particularmente os solteiros, estariam interessados numa forma segura e eficaz de controlar a sua fertilidade mas, como Jensen salienta, os riscos de uma gravidez não planeada não estão tão claros e presentes nos homens como estão para as mulheres.

 

 

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