2014-07-11

Subject: Regresso do HIV arrasa esperanças de cura da bebé do Mississippi

 

Regresso do HIV arrasa esperanças de cura da bebé do Mississippi

 

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@ Nature/Polaris/eyevine

Dois meses apenas antes do seu quarto aniversário, os pediatras deram más notícias à 'bebé do Mississippi': o vírus HIV, em tempos considerado vencido por uma terapia anti-retroviral agressiva administrada logo após o seu nascimento, tinha regressado.

“Foi como um murro no estômago”, diz Hannah Gay, pediatra especialista em HIV no Centro Médico da Universidade do Mississippi em Jackson, da descoberta feita na semana passada. A menina enfrenta agora anos, se não uma vida inteira, de terapia anti-retroviral e os investigadores estão agora a tentar determinar de que forma isto irá afectar os testes clínicos que têm como objectivo tentar replicar a aparente cura da criança.

A 'bebé do Mississippi' nasceu filha de uma mãe HIV-positiva que não tinha sido tratada com medicamentos anti-retrovirais durante a gravidez. Os médicos começaram a tratar a criança antes de ela ter 30 horas de idade mas a família interrompeu a terapia anti-retroviral aos 18 meses. Ela continuou sem tomar os medicamentos durante os 27 meses seguintes, sem sinais do vírus no sangue.

A descoberta encorajou os cientistas a tentar encontrar uma forma de salvar outras crianças de uma vida inteira de tratamentos anti-retrovirais. Um teste clínico financiado pelo estado americano estava em preparação para descobrir se os resultados podiam ser repetidos noutras crianças.

Esse teste, que ainda não tinha agregado pacientes, está a ser cuidadosamente avaliado à luz das actuais descobertas, diz Anthony Fauci, director do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas em Bethesda, Maryland. “O estudo ainda está em jogo", disse ele numa conferência de imprensa. Os investigadores vão olhar mais de perto para a concepção do teste, que exige a suspensão do tratamento durante dois anos, em alguns casos. Eles também podem ajustar os formulários de consentimento usados para informar os pacientes sobre os possíveis riscos da participação no estudo, acrescenta Fauci.

Os médicos não sabem o que levou o vírus a reaparecer no corpo da menina, que foi cuidadosamente monitorizada e testada para o HIV a cada seis a oito semanas. Não havia sinal de problemas antes dos resultados laboratoriais da semana passada mostrarem uma queda das células imunitárias CD4+. Os temores de Gay foram confirmados alguns dias depois, quando os testes para o HIV regressaram positivos. A sequência do DNA viral estava de acordo com a que tinha sido retirada da mãe da menina dois anos antes.

Os médicos começaram imediatamente a dar à menina medicamentos anti-retrovirais e as suas células imunitárias estão a recuperar, diz Gay. Ela não mostrou qualquer outro sinal de infecção, como por exemplo nódulos linfáticos inchados.

Também não é claro onde no seu corpo esteve o vírus escondido durante estes 27 meses de testes ao HIV negativos. Gay salientou que os médicos não tinham examinado amostras de tecidos ou de líquido espinal da menina e que os investigadores estão agora a discutir se essas amostras poderão ser importantes em futuros testes clínicos.

Apesar do regresso do vírus, a 'bebé do Mississippi' ainda dá aos cientistas importantes pistas sobre o controlo do HIV e sugere que um tratamento precoce e agressivo pode reduzir dramaticamente a dimensão dos reservatórios do HIV em crianças, diz Deborah Persaud, virulogista no Centro Infantil Johns Hopkins em Baltimore, Maryland, que esteve envolvida no estudo.

Mas a descoberta da semana passada foi um grande golpe para Gay. “Foi extremamente desapontante”, disse ela. “Tínhamos muitas esperanças que isto conduzisse a coisas maiores e melhores mas ainda mais importante é a saúde da menina que está novamente a tomar medicamentos e assim deverá continuar muito tempo.”

 

 

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