2004-06-21

Subject: Tubarões de plástico podem salvar tartarugas

News of the Wild

 

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Tubarões de plástico podem salvar tartarugas 

 

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Tubarões de fibra de vidro podem ajudar a assustar as ameaçadas tartarugas marinhas para longe dos anzóis de linha longa, como parte do programa das Nações Unidas para proteger as espécies migratórias (UNEP). 

Muitas populações de tartarugas marinhas estão a desaparecer a ritmos assustadores, referiu a UNEP numa brochura sobre como proteger as criaturas marinhas, cujo lançamento marca o 25º aniversário da convenção das Nações Unidas sobre as espécies migratórias, realizada em Bona a 23 de Junho de 1979.

As tartarugas estão entre as 10000 espécies, onde se incluem desde baleias a borboletas, que se deslocam regularmente para novos locais de procriação ou alimentação, e cujas actividades humanas ameaçam directamente.

Na brochura, que foca principalmente as tartarugas e a pesca de linha longa, a UNEP recomenda o uso de anzóis em forma de G em vez dos habituais em forma de J, pois considera os primeiros mais difíceis de engolir pelas tartarugas. Os anzóis devem estar a, pelos menos, 40 metros de profundidade.

Outros dissuasores estão a ser investigados neste momento, incluindo a colocação de tubarões de fibra de vidro perto das linhas de pesca para afastar as tartarugas, bem como o uso de sinais acústicos ou de tinta azul para tornar os iscos menos atractivos. 

Na pesca de linha longa, centenas, ou mesmo milhares, de anzóis são pendurados de linhas com quilómetros de comprimento, para a captura de atum ou peixe espada, mas tartarugas e aves marinhas são frequentemente capturas secundárias.

 

A UNEP considera que as tartarugas de couro e as tartarugas bobas podem desaparecer do oceano Pacífico em menos de 20 anos, a não ser que alterações drásticas sejam feitas rapidamente. As tartarugas bobas, por exemplo, podem nadar do seu local de nascimento no Japão até zonas de alimentação ao largo do México.

O secretariado da Convenção sobre espécies migratórias pinta um quadro negro sobre o futuro destes animais. As espécies migratórias encontram muitos obstáculos e ameaças à sua sobrevivência num mundo sujeito a mudanças climáticas, crescimento populacional a nível global e degradação do habitat marinho, explica o seu porta-voz, pelo que o risco de extinção está a aumentar.

O secretário-geral Annan apelou a que mais governos assinem a convenção, nomeadamente nações como o Canadá ou o Brasil. Outras, como a China ou os Estados Unidos já assinaram mas não realizam acções formais de protecção.

 

 

Saber mais:

Sea turtle survival league

Tartarugas do Pacífico podem desaparecer numa década

Tartarugas mexicanas massacradas por caçadores furtivos 

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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