2014-07-05

Subject: Detestamos estar sozinhos com os nossos pensamentos!

 

Detestamos estar sozinhos com os nossos pensamentos!

 

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@ Nature/Bob Thomas/Popperfoto/Getty Images

O que prefere: dor ou aborrecimento?

Se lhes for colocada esta questão, muitas pessoas preferem receber choques eléctricos suaves do que ficar sem fazer nada numa sala durante 15 minutos, revela um estudo agora publicado na revista Science.

Os resultados demonstram o nosso desconforto com os nossos próprios pensamentos, dizem os psicólogos, e o desafio que enfrentamos quando tentamos reinar sobre eles.

“Não nos sentimos confortáveis sozinhos com os nossos pensamentos", diz Malia Mason, psicóloga na Universidade de Colúmbia em Nova Iorque, que não esteve envolvida no estudo. “Estamos constantemente a procurar no mundo exterior algum tipo de entretenimento.”

Foi esta observação que levou o psicólogo social Timothy Wilson, da Universidade da Virginia em Charlottesville, a embarcar neste estudo. Wilson começou por pedir aos seus estudantes que guardassem os telemóveis e outras distracções e se sentassem numa sala praticamente nua durante 15 minutos. Depois, perto de metade dos 409 participantes revelaram que não tinham apreciado a experiência.

Os investigadores ficaram surpreendidos: “Temos este cérebro enorme cheio de memórias agradáveis e capaz de contar histórias e construir fantasias", diz Wilson, que refere ser frequente entreter-se enquanto espera pelo sono à noite a imaginar que é um náufrago numa ilha deserta. “Isto não devia ser assim tão mau."

A equipa de Wilson tentou, então, tornar a situação mais fácil. Decidiram que um ambiente mais confortável poderia tornar a experiência mais agradável, pelo que repetiram a experiência mas permitindo aos participantes fazer o exercício em casa. Perto de um terço dos participantes admitiram posteriormente que tinham feito batota.

Talvez, ponderaram os investigadores, fosse demasiado difícil para os participantes se decidirem por um tópico sobre que pensar mas aconselhar os participantes a selecciona rum tópico antes da experiência também não ajudou.

Mas até que ponto a experiência foi desconfortável? .

Na experiência seguinte, os participantes receberam pequenos choques eléctricos (como os que recebemos por electricidade estática) que foi tão desagradável que três quartos deles estariam dispostos a pagar para não voltarem a senti-los. 

No entanto, quando foram colocados na sala sozinhos com os seus pensamentos, 67% dos participantes masculinos e 25% dos femininos estavam tão ansiosos por encontrar algo para os distrair que aplicaram os choques a si próprios

Wilson pensa que o desconforto surge de uma falta de controlo mental: é difícil dizer às nossas mentes para se focarem num tópico e o manterem durante muito tempo. Os participantes que relataram uma experiência positiva durante a experiência tendiam a pensar em eventos futuros, muitas vezes vividos com entes queridos. Os que não gostavam do tempo de reflexão silenciosa pensavam muitas vezes no trabalho.

Essa dificuldade não está limitada a estudantes universitários: os resultados mantiveram-se quando os investigadores repetiram a experiência com um leque etário mais alargado, recolhido de uma igreja e de uma feira.

Mason diz que os participantes teriam beneficiado de maior orientação para o seu pensamento, talvez se tivessem recebido instruções não só para arranjar um tópico mas também para criar um plano mais estruturado de para onde seguir com essas ideias. "Não basta dar às pessoas uma porta de entrada", diz ela, “elas precisam de uma direcção para seguir."

Wilson tenciona encontrar formas de domar o que apelida “mente desengajada". “Há muitos momentos nas nossas vidas em que temos um pouco de tempo livre, quando estamos presos no trânsito ou a tentar adormecer, e ter isto como ferramenta para reduzir o stress seria muito útil."

 

 

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