2014-07-04

Subject: Células estaminais clonadas oferecem alta fidelidade

 

Células estaminais clonadas oferecem alta fidelidade

 

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@ Nature/OHSU, Center for Embryonic Cell and Gene Therapy

Os cientistas estabeleceram duas formas de agarrar em células diferenciadas de uma pessoa e gerar células estaminais capazes de formar todos os tipos celulares do corpo por clonagem. A investigação agora publicada na revista Nature compara geneticamente células estaminais humanas idênticas produzidas por técnicas diferentes e revela diferenças na expressão génica que podem ser importantes para a investigação médica e terapias celulares.

As células estaminais pluripotentes podem produzir grandes quantidades de, por exemplo, neurónios ou células musculares cardíacas, pelo que são valiosas para o estudo de doenças e, potencialmente, para as tratar. As células estaminais pluripotentes humanas foram criadas pela primeira vez em 1998 a partir de embriões que sobravam de tratamentos de fertilidade e as células estaminais pluripotentes produzidas por este método ainda hoje são consideradas o standard máximo pois não há dúvida que os embriões podem produzir todos os tipos de tecidos no corpo.

As novas técnicas, chamadas transferência nuclear e reprogramação genética, podem usar células de pessoas vivas para produzir células estaminais pluripotentes geneticamente equiparadas ao paciente. Para efeito de investigação, a equiparação fornece células a partir de pessoas cujo historial de doença é conhecido. Para as terapias, a equiparação significa que as células têm maior probabilidade de ser adequada às terapias.

No ano passado, Shoukhrat Mitalipov, biólogo celular na Universidade de Saúde e Ciência do Oregon em Portland, tornou-se o primeiro a produzir células pluripotentes humanas usando transferência nuclear, uma técnica também conhecida por clonagem. Ele recolheu o núcleo de uma célula de pele de cultura, transferiu-o para um óvulo não fertilizado ao qual tinha previamente retirado o núcleo e obteve células estaminais embrionárias a partir do embrião que daí resultou.

No artigo agora publicado, Mitalipov comparou as células estaminais embrionárias com células estaminais pluripotentes induzidas (iPS) feitas pela inserção de genes reprogramadores em células do mesmo lote de células de pele de cultura usadas para produzir as células estaminais embrionárias clonadas.

Em nenhum dos casos o material genético regressou completamente a um estado semelhante ao embrionário, diz Mitalipov, mas uma das técnicas foi uma clara vencedora. “A transferência nuclear não faz um trabalho perfeito a reiniciar mas, de modo geral, faz um óptimo trabalho relativamente à reprogramação iPS.”

Para medir a qualidade relativa dos dois tipos directamente, compararam-nos com o standard máximo das células de embriões rejeitados analisando os seus padrões de metilação, um tipo de modificação epigenética do DNA, o que significa que afecta a expressão génica sem alterar as sequências genéticas subjacentes.

Os padrões de metilação das células estaminais embrionárias por transferência nuclear estavam mais perto das resultantes de óvulos fertilizados do que os padrões de metilação das células iPS. Mais de 1200 genes expressaram-se de forma diferente nos três tipos celulares e a maioria destas diferenças (65%) eram entre as células iPS e os dois tipos de células estaminais embrionárias. Estas diferenças, diz Mitalipov, podem significar que as células estaminais embrionárias de transferência nuclear são mais capazes do que as células iPS de amadurecer noutros tipos celulares.

“É um estudo importante e salienta algumas diferenças claras”, diz Martin Pera, biólogo de células estaminais que estuda a pluripotência na Universidade de Melbourne, Austrália. No entanto, diz ele, é preciso muito mais trabalho. As modificações epigenéticas das células iPS por vezes levam a que cresçam mais parecidas com as células estaminais embrionárias ao longo de um período de tempo superior em cultura, por exemplo, e não é claro se as diferenças detectadas por Mitalipov terão importância uma vez as células tenham sido coagidas a especializar-se.

A reprogramação genética deve permanecer a técnica dominante para a produção de novas células pluripotentes, diz Pera. A transferência nuclear é ética, logística e tecnicamente mais difícil. Exige que mulheres jovens forneçam óvulos e cria um embrião que depois será destruído para a pesquisa. Mitalipov precisou de aprovação por parte da sua organização e fontes especiais de financiamento para trabalhar com as células. A técnica da transferência nuclear também exige vários meses de treino.

Ainda assim, esses estudos estão garantidos, diz Pera, pois a compreensão de como um óvulo reinicia um núcleo transferido para um estado semelhante ao embrionário resolveria um grande mistério biológico e poderia ajudar a melhorar técnicas de criação de células pluripotentes: “Ao vermos estas diferenças podemos obter pistas sobre a forma de modificar o processo iPS para obter uma maior fidelidade com células estaminais embrionárias.”

 

 

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