2014-06-24

Subject: Qualidade do ar vai deteriorar-se com aquecimento global

 

Qualidade do ar vai deteriorar-se com aquecimento global

 

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@ Nature/Hindustan Times/Getty

As alterações climáticas vão agravar a qualidade do ar em muitas partes do globo, revela um estudo agora publicado na revista Nature Climate Change: no final do século, mais de metade da população do mundo estará exposta a condições atmosféricas cada vez mais estagnadas, com as zonas tropicais e subtropicais a sofrer o golpe maior da fraca qualidade do ar.

Uma equipa liderada por Daniel Horton, modelador climático na Universidade de Stanford, Califórnia, usou 15 modelos climáticos globais para detectar alterações no número e duração de eventos de estagnação atmosférica, em que se desenvolvem massas de ar estacionárias que permitam que cinzas, poeiras e ozono se acumulem na baixa atmosfera. “A maior parte da comunidade interessada na qualidade do ar está focada nos poluentes", diz Horton. “Este estudo dá um passo atrás e analisa a componente do tempo ou do clima que pode conduzir à formação de uma qualidade do ar perigosa."

De que forma o agravar da qualidade do ar devido à estagnação irá afectar as diferentes regiões tem sido mal estudada e existem poucas estimativas do impacto humano. O novo estudo mostra até que ponto os efeitos serão generalizados, diz Jason West, perito em ambiente na Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill.

A  estagnação do ar deriva da conjugação de três ingredientes meteorológicos: vento fraco, uma baixa atmosfera estável e um dia com pouco precipitação para lavar a poluição.

Num cenário de altas emissões de gases de efeito de estufa, Horton calcula que 55% da população mundial esteja sujeita a mais estagnação do ar até 2099. Vastas áreas da Índia, México e Amazónia podem passar a ter até mais 40 dias de ar estagnado por ano, quando comparado com a média anual do período entre 1986 e 2005, representando subidas de 40%, 19% e 28% respectivamente. A equipa de investigadores não encontrou grandes alterações nas latitudes mais elevadas a norte do globo, bem como no Saara e maior parte da Austrália.

Seguidamente foi tida em conta a actual população para quantificar a exposição humana a eventos diários de estagnação e poluição do ar. Os impactos são especialmente intensos na Índia, México e oeste dos Estados Unidos. De longe, o maior impacto de exposição humana será na Índia, diz Horton, devido à enorme população do país, bem como o aumento da estagnação atmosférica.

Os poluentes exteriores são um importante factor para as tromboses, ataques cardíacos, cancro do pulmão e doenças respiratórias, incluindo asma. A Organização Mundial de Saúde estima que a poluição atmosférica exterior tenha causado a morte prematura a 3,7 milhões de pessoas em todo o mundo, em 2012. Os países podem mitigar o impacto da poluição do ar limitando as emissões de gases de efeito de estufa, matéria particulada e precursores do ozono, incluindo os óxidos de azoto e compostos orgânicos voláteis, diz Horton.

Este último estudo não tem em conta as alterações na dimensão ou distribuição da população humana, nem alterações na quantidade de poluição que atinge a atmosfera. Ainda assim, anuncia severas consequências, diz Susanne Grossman-Clarke, climatóloga urbana no Instituto Potsdam de Investigação de Impactos Climáticos na Alemanha. ”Combinar estas massas de ar estagnado com calor extremo é termos muita gente sentada nas urgências”, diz ela.

 

 

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