2014-06-14

Subject: Diversidade abrangente nos genomas mexicanos

 

Diversidade abrangente nos genomas mexicanos

 

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@ Nature/Aurora Photos/Alamy

O maior censo genético do México realizado até à data revelou uma tremenda diversidade no país. Em alguns casos, as pessoas estudadas são tão geneticamente distintas como pessoas de continentes diferentes.

O estudo também revela que existem ligações biológicas próximas entre dois grupos culturais tradicionais no México: os nativos americanos indígenas e os “mestizos”, resultado de mestiçagem entre os nativos americanos e os europeus.

“Como académicos, temo-los separado em dois grupo, os indígenas e os cosmopolitas”, diz o geneticista Andrés Moreno-Estrada da Universidade de Stanford na Califórnia, um dos dois autores do artigo onde se descrevem as descobertas e agora publicado na revista Science. “Geneticamente, vemos que, de facto, há muito pouca diferença entre os dois.”

O estudo examinou 1 milhão de variações genéticas de todo o México, obtidas de pessoas de 20 grupos indígenas, bem como de 11 populações de mestizos. A equipa descobriu que as populações indígenas são surpreendentemente diversas. Dois grupos das extremidades norte e sul do país, por exemplo, os Seri e os Lacandon, respectivamente, são geneticamente mais diferentes um do outro dos que os europeus e os chineses, de acordo com uma medida genética de divergência.

Os autores dizem que os grupos nativos que são geneticamente mais distintos mantiveram os seus atributos genéticos únicos em parte porque as populações modernas devem a sua ancestralidade a grupos fundadores relativamente pequenos. Estes grupos fundadores continham originalmente menos diversidade genética que outros grupos provenientes de grandes civilizações, como os Maias, e, por essa razão, tornaram-se geneticamente mais isolados ao longo do tempo.

A unicidade genética de alguns grupos nativos é “espantosa" e está apenas a começar a ser compreendida, diz o geneticista Alexander Kim, da Faculdade de Medicina de Harvard em Boston. “Isto aponta para alguns processos bastante dramáticos e de longa duração de isolamento e sugere que a amostragem de mais populações nativas mexicanas, bem como de outros países nas Américas, pode revelar um panorama ainda mais rico de variação", diz Kim.

Os autores também relatam que os descendentes mestiços mexicanos do estudo, apesar de económica e socialmente distintos das populações nativas, são geneticamente muito semelhantes a elas. Os mestizos de certas regiões do México revelaram mais semelhanças genéticas com os grupos indígenas vizinhos do que com os distantes.

“Vemos que há muito pouca diferença entre um cosmopolita da cidade de Oaxaca e um Zapoteca das terras altas de Oaxaca e espero que isto ajude a quebrar essas barreiras", diz Moreno-Estrada. “Esta separação em termos sociais que tem sido aceite há anos não tem nenhuma base biológica."

As contribuições subjacentes de genes indígenas para o fundo genético mexicano global também têm implicações médicas. Os investigadores descobriram que o grau de ancestralidade nativa ocidental ou oriental presente no genoma de mexicano-americano pode alterar uma medição da sua função pulmonar basal até 7,3%, uma diferença equivalente a um envelhecimento de 10 ou 11 anos. Isso pode afectar a forma como os médicos diagnosticam doenças pulmonares, defendem os investigadores.

Segundo o geneticista de Stanford Carlos Bustamante, autor sénior do artigo, as descobertas globais sublinham a importância do estudo das populações nativas americanas em detalhe. “Isto fala da riqueza destas populações e da nossa capacidade para celebrar tanto dados genéticos como antropológicos que falam da unicidade destes grupos."

 

 

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