2014-05-24

Subject: Encontradas bactérias em placentas saudáveis

 

Encontradas bactérias em placentas saudáveis

 

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A placenta, que há muito era considerada estéril, é lar de uma comunidade bacteriana semelhante à encontrada na boca, relatam agora os investigadores. Os microrganismos são geralmente não patogénicos mas, segundo os autores, variações na sua composição podem ser a raiz de perturbações vulgares mas pouco compreendidas da gravidez, como os nascimentos prematuros, que ocorrem numa em cada dez gravidezes.

Em 2012, Kjersti Aagaard, obstetra na Faculdade de Medicina Baylor em Houston, Texas, descobriu que os microrganismos mais abundantes na vagina de uma mulher grávida são diferentes dos presentes numa mulher não grávida mas geralmente não são representativos dos que se encontram nas fezes de um bebé na sua primeira semana de vida. Para investigar de onde vinham estes microrganismos, a equipa decidiu examinar a placenta.

No novo estudo, os investigadores recolheram amostras de tecido placentário de 320 mulheres logo após o parto, extraíram delas DNA e sequenciaram-no. Descobriram que o peso da mãe ou o facto de o parto ter sido vaginal ou por cesariana não parecia ser relevante para alterar o microbioma placentário. Mas, diz Aagaard, a comunidade bacteriana “era diferente entre mulheres que tinham tido parto pré-termo ou uma infecção anterior (infecções urinárias, por exemplo), mesmo que tivesse sido tratada e curada muitos meses ou semanas antes”.

As suas descobertas foram publicadas na última edição da revista Science Translational Medicine.

Os investigadores também compararam os microbiomas placentário com os da vagina, intestino, boca e pele de mulheres não grávida. Descobriram que o microbioma placentário era mais semelhante ao da boca, o que os levou a especular que os microrganismos viajam até à placenta vindos da boca, através do sangue. Os resultados reforçam os dados que sugeriam uma ligação entre a doença periodontal na mãe e o risco de nascimento prematuro, diz Aagaard.

“Este é o primeiro estudo que mostra que mesmo numa gravidez normal há um microbioma específico associado a uma placenta normal”, diz George Saade, obstetra na Faculdade de Medicina da Universidade do Texas em Galveston, que não esteve envolvido no trabalho.

Roberto Romero, director do programa de investigação perinatal e obstetrícia do Instituto Nacional de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano, diz que as bactérias que a equipa identificou podem ter origem no sangue materno e não parte de uma comunidade microbiana que vive na placenta. No entanto, Antonio Frias, obstetra na Universidade de Saúde e Ciência do Oregon em Portland, que não esteve envolvido no estudo, diz que os investigadores recolheram as amostras "de uma maneira que minimizou o risco de potencial contaminação".

A equipa está agora a estudar de que forma as comunidades microbianas se alteram durante a gravidez. O objectivo é identificar mulheres em risco de nascimentos prematuros e desenvolver formas de prevenir ou lidar com as suas complicações para os recém-nascidos, possivelmente usando alterações de dieta para estimular os microrganismos saudáveis na placenta, vagina ou boca e intestino.

 

 

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