2014-05-02

Subject: OMS alerta para chegada da era pós-antibiótico

 

OMS alerta para chegada da era pós-antibiótico 

 

Dificuldades em visualizar este e-mail? Consulte-o online!

Newsletter não segue Acordo Ortográfico

@ Nature/Melissa Dankel/CDC

A era pós-antibiótico está perto de acordo com um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS). A redução da eficácia dos antibióticos e de outros agentes antimicrobianos é um problema global e deve ser estabelecido um sistema de vigilância para a seguir, refere a equipa responsável pelo relatório.

Não há nada positivo no relatório da OMS, que recolhe dados de 129 estados-membros para mostrar a alargada resistência aos agentes antimicrobianos em todas as regiões do mundo. O uso excessivo de antibióticos na agricultura, para promover o crescimento do gado, e nos hospitais leva à rápida proliferação de bactérias resistentes aos medicamentos, que depois se espalham com a ajuda das viagens humanas e das más práticas sanitárias.

“A era pós-antibiótico, em que infecções vulgares e pequenos ferimentos podem matar, longe de serem uma fantasia apocalíptica, são uma possibilidade muito real para o século XXI", escreve Keiji Fukuda, assistente do director-geral para a segurança da saúde, num preâmbulo ao relatório.

Talvez a tendência mais preocupante seja a proliferação da resistência ao carbapenem, o chamado 'antibiótico de último recurso', diz Timothy Walsh, microbiólogo médico à Universidade de Cardiff, Reino Unido, conselheiro para o relatório. “Isso apanhou-nos de surpresa, ficámos como coelhos paralisados perante os faróis de um carro com a rapidez com que isto aconteceu."

O relatório revela que, em algumas partes do mundo, mais de metade das infecções causadas por uma das principais categorias de bactérias, as Gram negativas, que incluem a Escherichia coli e a Klebsiella pneumoniae, envolve espécies resistentes aos medicamentos com carbapenem.

 

Existem poucos, se é que algum, substitutos para o carbapenem em desenvolvimento, diz Elizabeth Jungman, director para a segurança dos medicamentos e inovação no Pew Charitable Trusts de Washington DC. As companhias não têm incentivos económicos para desenvolver novos antibióticos, diz ela, e os investigadores têm tido dificuldade em encontrar novas formas de fazer com que as bactérias Gram negativas absorvam os antibióticos.

Em última análise, a descoberta mais surpreendente do relatório pode ser a falta de dados globais sobre resistência antimicrobiana. “Apesar de termos conhecimento do potencial de a situação se tornar cataclísmica desde há 10 anos, como unidade global não conseguimos acertar o passo”, diz Walsh. Apenas 22 dos 129 estados-membros da OMS que contribuíram para o relatório tinham tinham dados para os nove pares antibiótico/bactéria que causam maior preocupação.

Apesar de o relatório apelar ao estabelecimento de uma rede global de monitorização, é improvável que haja algum dinheiro extra em vista. “É um enorme problema e não tenho a certeza se os recursos estão disponíveis", diz Keith Klugman, epidemiologista na Fundação Bill e Melinda Gates em Seattle, Washington.

 

 

Saber mais:

Falta de sincronia entre microrganismo e Homem aumenta risco de cancro do estômago

Antibióticos fluorescentes revelam infecções

Comprimido de fezes impede infecções do intestino

Evolução rápida por trás da ascensão da Shigella

Genomas revelam raiz da multirresistência na tuberculose

Prata torna antibióticos milhares de vezes mais eficazes

 

 

Facebook simbiotica.orgTwitter simbiotica.orgGoogle + simbiotica.orgFlikr simbiotica.orgYouTube simbiotica.org Pinterest simbiotica.org

 

Arquivo  |  Partilhar Comentar |   Busca Contacte-nos  |  Imprimir  |  Subscrever | @ simbiotica.org, 2014


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com