2014-05-01

Subject: Reprodução de aves caiu a pique após derrame ao largo da Galiza 

 

Reprodução de aves caiu a pique após derrame ao largo da Galiza 

 

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@ Nature/Jose Manuel Ribeiro/REUTERS

Os derrames de petróleo matam grande quantidade de vida selvagem rapidamente mas os seus efeitos a longo prazo são difíceis de estabelecer pois para comparar a situação antes e depois de um desses desastres o estudo teria de já estar em curso antes do acontecimento. 

Por sorte, foi precisamente isso que aconteceu no caso desta equipa de investigadores espanhóis.

Em 1994, o biólogo marinho Álvaro Barros e os seus colegas da Universidade de Vigo começaram a analisar a actividade reprodutiva de 18 colónias de corvo-marinho-de-crista ou galheta Phalacrocorax aristotelis, uma ave mergulhadora. 

A 13 de Novembro de 2002, o casco do petroleiro Prestige partiu-se ao meio ao largo da costa noroeste da Galiza, derramando 63 mil toneladas de petróleo, que cobriu fortemente as regiões em redor de sete dessas colónias, deixando praticamente intactas outras 11 e originando populações 'oleadas' e 'não oleadas' para os investigadores compararem.

A equipa vem agora relatar na última edição da revista Biology Letters que o sucesso reprodutivo foi 45% inferior nas populações oleadas, quando comparadas com as não oleadas, sendo que antes do derrame era praticamente o mesmo.

Os investigadores mediram o sucesso reprodutivo contando quantos juvenis plenamente desenvolvidos emergiam de cada ninho. Esse número rondava o 1,6 antes do derrame, tanto nas populações oleadas como nas não oleadas mas, depois do derrame, as colónias controlo mantiveram esse número e nas colónias oleadas desceu para 1,0.

 

“Não temos muita informação sobre os efeitos a longo prazo dos derrames e que esta equipa tenho sido capaz de comparar colónias desta forma ao longo de muitos anos torna estas descobertas muito valiosas", explica o ecologista David Grémillet, do Centro CNRS de Ecologia Funcional e Evolutiva em Montpellier, França.

Barros e a sua equipa não investigaram porque razão o sucesso reprodutivo era tão baixo nas colónias oleadas mas especulam, a partir do seu conhecimento de outros estudos, que isso terá resultado de danos ecológicos mais vastos: “Parece que muitas das presas preferidas das galhetas foram dizimadas e que muitos poluentes do petróleo foram incorporados no ecossistema. Isso certamente causaria dano à sua capacidade de se reproduzir", explica Barros.

 

 

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