2014-04-14

Subject: União Europeia perde até um terço das suas abelhas por ano

 

União Europeia perde até um terço das suas abelhas por ano 

 

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@ Nature/Sean Gallup/Getty Images

O primeiro grande senso das colónias de abelhas melíferas europeias revelou que alguns países estão a perder até um terço das suas colónias todos os Invernos mas os resultados, ainda assim, são um pouco melhores do que alguns temiam.

O declínio no efectivo de abelhas tem tido enorme atenção pública nos últimos anos, com numerosas colmeias a sucumbir à 'doença do colapso das colónias'. A culpa foi atribuída a parasitas, insecticidas e a práticas agrícolas alteradas mas informação sobre o verdadeiro nível do declínio do efectivo das abelhas tem sido escassa.

Numa conferência ao mais alto nível em Bruxelas a 7 de Abril, o Laboratório de Referência para a Saúde das Abelhas Melíferas da União Europeia, sediado em Sophia Antipolis, França, revelou os resultados do seu senso a 17 países da União Europeia. Resultado de mais de 8500 visitas de 1354 inspectores a apiários entre o Outono de 2012 e o Verão de 2013, o senso relata uma enorme variação na mortalidade de Inverno, abrangendo de 3,5% na Lituânia a 33,6% na Bélgica.

@ NatureMarie-Pierre Chauzat, patologista no laboratório, disse no encontro que a taxa de mortalidade aceitável para condições normais de apicultura era tema de debate: alguns consideram que deve ser 10% e outros 15%. Considerando o limiar mais brando de 15%, 10 dos 17 países estudados teriam boa saúde das abelhas mas a Bélgica, a Dinamarca, a Estónia, a Finlândia, a Suécia, a Lituânia e o Reino Unido ultrapassariam esse nível de mortalidade.

No entanto, explicou Chauzat, “pensamos que esse limiar deve ser 10%”. Se assim for, então a taxa de mortalidade das abelhas melíferas é inaceitável em quase dois-terços dos estados-membros. “Há muitos países acima desse patamar e não estamos nada satisfeitos de o comprovar", disse Chauzat.

Ela alerta, no entanto, para o facto de se tratar apenas de um ano de dados e que será necessário dar continuação ao trabalho. 

 

Apesar de tudo, os números foram recebidos como um sinal positivo por alguns investigadores e políticos, que temiam que o problema pudesse ser pior, como parece estar a ser noutras partes do mundo.

Noutra apresentação durante o encontro, Jeffery Pettis, chefe de investigação sobre abelhas no Departamento de Agricultura americano de Beltsville, Maryland, revelou que os Estados Unidos tinham uma perda de colónias de 31% e que essa taxa tinha excedido os 30% em cinco dos últimos sete anos: “Estamos a considerar os 15% como uma taxa aceitável e estamos a duplicá-la nos últimos anos, o que é inaceitável."

Preocupações com outros polinizadores também foram levantadas no encontro da União Europeia: Simon Potts, investigador de abelhas na Universidade de Reading, Reino Unido, fez parte de análise do estado dos abelhões europeus sob os auspícios da Lista Vermelha de espécies ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza. O seu trabalho, publicado no início do mês, mostrou que quase um quarto das 68 espécies europeias de abelhões estão ameaçadas de extinção.

Apesar destes números sombrios, Potts considera que agora há razões para estar esperançado. Um novo estudo publicado no ano passado revelou que a taxa de declínio das espécies europeias de abelhas estava a abrandar e estão a acumular-se evidências sobre que tipo de intervenção, como plantar flores, realmente encoraja as abelhas.

Soma-se ao aumento de boa investigação um aumento da vontade política, como se exemplifica com este encontro: “Penso que estamos num ponto de viragem", diz Potts. “Está tudo maduro e se não conseguirmos agora, estamos acabados."

 

 

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