2014-03-23

Subject: Ursos pardos canadianos enfrentam caça alargada 

 

Ursos pardos canadianos enfrentam caça alargada 

 

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@ Nature/Ignacio Yufera/FLPA

À medida que a província canadiana da Colúmbia Britânica se prepara para abrir a época anual de caça ao urso pardo, os peritos em conservação protestam com a decisão do governo provincial de expandir o número de animais que podem ser abatidos.

Os funcionários da Colúmbia Britânica estimam que existam 15 mil ursos pardos Ursos arctos horribilis na província, ou seja, cerca de um quarto da sua população norte-americana. Apesar de algumas sub-populações estarem em declínio e a espécie estar listada como de “preocupação especial" por alguns grupos conservacionistas, não está listada na Acta de Espécies em Risco canadiana, que lhes forneceria protecção governamental.

Citando a recuperação de algumas sub-populações, o governo abriu à caça zonas anteriormente fechadas e aumentou o número de licenças para abate de ursos de cerca de 1700 para 1800. Mas alguns investigadores dizem que os limites originais para a caça ao urso estabelecidos já eram demasiado altos para uma gestão sustentável e que a revisão das cotas pode exacerbar o problema.

“A gestão da vida selvagem envolve-se em ciência apresenta-se como científica mas na realidade, quando a examinamos mais de perto, isso não é verdade", diz Paul Paquet, biólogo na Fundação de Conservação da Raincoast em Sidney e na Universidade de Victoria, Canadá, e co-autor de uma carta apresentada esta semana na revista Science apresentando esta queixa.

A permissão dada é muito maior que a verdadeira taxa de morte, pois cerca de 300 ursos pardos são abatidos por caçadores todos os anos, principalmente para trofeus, mas Paquet e outros conservacionistas defendem que este número continua a ser demasiado elevado para que as sub-populações o suportem. “Eles estão a ir na direcção errada", diz Kyle Artelle, ecologista da conservação na Universidade Simon Fraser em Burnaby, Canadá e co-autor da carta.

No ano passado Artelle relatou ser comum que morram mais ursos do que o "máximo da taxa de mortalidade permitida" de 6% ao ano que o governo apregoa. Em mais de metade das 42 regiões onde se pode caçar na Colúmbia Britânica o número de mortes de 'causas não naturais', como acidentes nas estradas e caça, ultrapassou essa meta pelo menos num período de três anos entre 2001–2011. Os investigadores concluem que a redução do risco desse excesso de mortes para um nível baixo exigiria uma redução de 81% nas metas: “Porque se trata de populações de vida longa e reprodução lenta, não é garantido que recuperem do excesso de caça", diz Paquet.

 

Garth Mowat, biólogo do ministério das florestas, terras e operações com recursos naturais da Colúmbia Britânica, contrapõe que a meta de 6% nunca foi considerada rígida: “Escolhemos um número conservador porque sabemos que ocasionalmente pode ser ultrapassado”, diz ele. “Penso que as cotas são tão boas como podemos saber com os dados que temos e, baseados nisso tudo, a caça é sustentável."

Artelle discorda que o número de 6% de mortalidade permitida seja conservativo. Ele salienta que outros estudos revelaram estimativas entre 0–5% para a Colúmbia Britânica. Apesar de um estudo de Dezembro de 2013 de Mowat ter concluído que existiam entre 13 e 14 mil ursos pardos na província, Paquet considera que esse número pode ser tão baixo como 8 mil ou tão alto como 15 mil animais. 

Os dados por trás dessas estimativas, que vão de sensos aéreos a armadilhas que recolhem pêlo de ursos que passam, são frequentemente escassos ou ultrapassados, diz ele. “Em muitos casos a estimativa populacional baseia-se em assunções feitas há 10 anos. Obviamente anda disto é fácil mas temos que ter estas incertezas em conta", diz ele.

A Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Selvagens proibiu a importação de produtos das caçadas ao urso pardo na Colúmbia Britânica para a Europa, citando o falhanço da província na implementação da estratégia para o urso pardo que propôs em 2003, em que apelava a melhores avaliações populacionais, entre outras coisas.

“Nos Estados Unidos há o recurso aos tribunais", diz Paquet, que salienta as frequentes batalhas legais sobre normas de caça e a Acta das Espécies Ameaçadas americana. “No Canadá basicamente não há recurso.”

 

 

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