2014-03-22

Subject: Nariz humano consegue detectar um trilião de odores

 

Nariz humano consegue detectar um trilião de odores 

 

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@ Nature

O nariz humano consegue distinguir pelo menos um trilião de odores diferentes, uma resolução várias ordens de magnitude para além da estimativa anterior de apenas 10 mil odores, relatam os investigadores na última edição da revista Science.

Os cientistas que estudam o olfacto ´já suspeitavam há algum tempo que o número seria superior mas poucos estudos tinham tentado explorar os limites da capacidade sensorial do nariz humano. “Tem estado parado à espera que alguém o fizesse", comenta o co-autor do estudo Andreas Keller, investigador olfactivo na Universidade Rockefeller em Nova Iorque.

Para investigar os limites do sentido humano do olfacto, Keller e a sua equipa prepararam misturas odoríferas com 10, 20 ou 30 componentes seleccionados de uma colecção de 128 moléculas odoríferas. Seguidamente pediram a 26 participantes no estudo que identificassem a mistura que cheirava diferente num conjunto de amostras onde dois de três odores eram igauis.

Quando os dois odores continham componentes que se sobrepunham em mais de 51%, a maioria dos participantes tinha dificuldade em discriminá-los. Os autores calcularam então o número de misturas possíveis que se sobrepunham em menos de 51% para chegar à sua estimativa de quantos cheiros o nariz humano consegue detectar: pelo menos um trilião.

Donald Wilson, investigador olfactivo na Faculdade de Medicina da Universidade de Nova Iorque, diz que as descobertas são “emocionantes". Ele espera que a nova estimativa ajude os investigadores a começar a desvendar um mistério de longa data: de que forma o nariz e o cérebro trabalham em conjunto para processar os cheiros.

 

O nariz humano tem cerca de 400 tipos de receptores olfactivos. Quando o cheiro do café se espalha através de uma sala, por exemplo, receptores específicos no nariz detectam os componentes moleculares do odor, desencadeando uma série de respostas neurais que chamam a atenção da pessoa para a cafeteira. No entanto, muitos detalhes dessa sequência permanecem desconhecidos.

“A relação entre o número de odores que conseguimos discriminar e o número de receptores que temos não é clara", diz Noam Sobel, neurocientista no Instituto Weizmann de Ciência em Rehovot, Israel. Alguns cientistas assumem que ter mais tipos de receptores olfactivos indica um faro mais sensível mas essa não é a única dificuldade que os cientistas enfrentam ao explorar as fronteiras da nossa capacidade para cheirar.

“É complicado organizar odores", diz Wilson. Os investigadores conseguem agrupar odores em categorias mas a relação entre essas categorias não é clara: ao contrário das cores e dos sons, os cheiros não seguem um contínuo claro. Em termos práticos, diz Wilson, isso torna desafiador comparar objectivamente o odor complexo e almiscarado da colónia de supermercado Axe com uma sua rival como Old Spice, ou com algo que cheira a baunilha.

Essas questões permanecerão até um estudo futuro mas as novas descobertas podem ajudar a acabar com uma assumpção de longa data, diz Keller. “A minha esperança é que isto ajude a acabar com o mito de que os humanos têm um sentido do olfacto fraco."

 

 

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