2004-06-14

Subject: Luzes apagadas para salvar aves migradoras americanas 

News of the Wild

 

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Luzes apagadas para salvar aves migradoras americanas 

 

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Apagar a luz dos arranha-céus está a ajudar a salvar as vidas de milhares de aves que atravessam as cidades norte-americanas na sua migração anual para as suas zonas de procriação. 

Os amantes das aves em muitas cidades americanas têm instado os donos, gerentes e inquilinos de edifícios localizados na linha de voo norte-sul a manterem as suas estruturas escurecidas à noite, de forma a reduzir o número de aves mortas. 

Os arranha-céus permanecem frequentemente fortemente iluminados à noite, por luzes em espaços de escritório vazios ou com placares publicitários, desde há muito que são um reconhecido perigo para as aves migradoras. Ninguém sabe exactamente quantas aves são atraídas para a luz e morrem com o impacto contra o vidro ou de exaustão, mas as estimativas apontam para as dezenas de milhar, só nos Estados Unidos todos os anos. 

O doutor Daniel Klem, professor de biologia da Muhlenberg College, estima que o número de aves mortas anualmente por colisão com arranha-céus nos Estados Unidos pode atingir um milhão. 

Voluntários que patrulham os passeios das cidades de manhã cedo, durante a época da migração, encontram todos os dias uma mão cheia de aves mortas ou feridas, mas a taxa de baixas observadas não é mais do que um pequena fracção do total pois não há voluntários em número suficiente. 

As aves migradoras morrem por colisões com as placas de vidro que não reconhecem como perigosas, mas também de exaustão, após voarem incessantemente em volta de uma fonte de luz para a qual são atraídas. Aves ofuscadas e desorientadas que não morrem por impacto podem ser facilmente capturadas por predadores, como corvos ou gaivotas, que já se habituaram a considerar essas locais férteis terrenos de caça. 

Os observadores de aves já se aperceberam que os esforços para reduzir a quantidade de luz artificial reduz significativamente o número de aves mortas. 

 

Chicago tem comandado os esforços americanos para reduzir as mortes de aves migradoras, tendo já 30 arranha-céus de grande dimensão a manter as luzes apagadas à noite. 

Ken Wysocki, antigo presidente da Chicago Ornithological Society, refere que apenas em 2 anos de programa de luzes apagadas, a mortalidade de aves desceu 80%. Fizemos enormes progressos em Chicago, explica Wysocki, 90 a 95% dos edifícios que faziam maior número de baixas já apresentam as luzes apagadas à noite. 

Outra cidade onde os arranha-céus abundam, Nova York, está bem atrás de Chicago nos seus esforços para apagar as luzes, apesar da mortalidade de aves ter diminuído desde 11 de Setembro de 2001, com a destruição das torres gémeas, refere Rebekah Creshkoff, fundadora do Project Safe Flight de protecção de aves. 

Creshkoff reconhece que tem sido muito difícil convencer os utentes dos arranha-céus de Manhattan a apagar as suas luzes a partir das 23 horas, numa cidade que é conhecida pelos seus edifícios iluminados de noite. 

Apesar de os edifícios fortemente iluminados serem uma das principais causas de morte de aves, a solução é espantosamente simples e barata, não nenhuma outra questão ambiental que seja tão fácil de ultrapassar: basta apagar a luz e o problema desaparece. 

 

 

Saber mais:

Bird migration

Earth & Sky - More About North American Birds

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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