2014-03-13

Subject: Dinossauro diminuto caçava no Árctico

 

Dinossauro diminuto caçava no Árctico

 

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@ Nature/Ron Tykoski/Perot Museum of Nature and Science

Bem acima do círculo árctico, ao longo de um rio do Alasca, os paleontólogos encontraram fósseis da primeira espécie de tiranossauro encontrada em qualquer dos pólos.

O novo animal surge tão a norte que foi baptizado Nanuqsaurus hoglundi, como na palavra Inupiat para urso polar (nanuq). A sua existência perto do topo do mundo mostra que os parentes do Tyrannosaurus rex sobreviveram e floresceram em ambientes polares extremos há cerca de 70 milhões de anos.

Talvez ainda mais significativo, o Nanuqsaurus pode ser o primeiro exemplo incontestado de um tiranossauro miniatura: quando vivo, o dinossauro do Alasca media cerca de 7 metros de comprimento, ou seja, pequeno em comparação com o T. rex que atingia 12 metros do nariz à cauda.

“Nunca pensei que visse um dinossauro anão vir à luz do dia”, diz Thomas Carr, paleontólogo da Faculdade Carthage em Kenosha, Wisconsin, que não esteve envolvido na investigação.

O tamanho relativamente reduzido do Nanuqsaurus pode ter origem em pressões ecológicas de caçar alimentos numa paisagem limitada por seis meses de luz e seis meses de escuridão. “Havia algo neste ambiente que seleccionava o menor tamanho corporal do tiranossauro”, diz Anthony Fiorillo, paleontólogo no Museu Perot de Natureza e Ciência em Dallas, Texas. Ele e Ronald Tykoski, também do museu de Dallas, relatam a descoberta na revista PLoS ONE.

Fiorillo escavou pedaços de rocha contendo fósseis de Nanuqsaurus em 2006, como parte de um projecto em curso na região da encosta norte do Alasca. Tykoski limpou rapidamente um crânio e vários fragmentos de mandíbula mas os cientistas não tinham a certeza se tinham um dinossauro específico do árctico ou apenas um exemplo nórdico de uma espécie conhecida de outras partes do mundo.

“Só no ano passado, depois de alguns outros artigos sobre tiranossauros terem surgido, fomos capazes de encaixar estes fragmentos nessas análises e uma luzinha acendeu-se por cima das nossas cabeças”, diz Tykoski. “Dissemos para nós próprios, caramba, esta coisa é mesmo diferente.”

O Nanuqsaurus é aparentado de perto, ainda que muito mais pequeno, com o T. rex outros tiranossauros semelhantes. Os fósseis de Nanuqsaurus são de um animal adulto, diz Fiorillo, pois uma das secções da mandíbula mostra um padrão de encaixe apenas visível em animais adultos. 

 

Esse padrão distintivo sugere que o Nanuqsaurus pode não seguir o mesmo destino que o Nanotyrannus lancensis, um animal controverso que alguns cientistas pensam ser uma espécie única de tiranossauro miniatura e outros pensam ser apenas um bebé de T. rex. O Nanuqsaurus “cria o termo de comparação para o aspecto de um tiranossauro pequeno adulto", diz Carr.

A razão porque permaneceu pequeno quando comparado com outros vestígios de tiranossauro é um mistério. Outro dinossauro carnívoro que viveu no Alasca ao mesmo tempo, um predador de duas patas chamado Troodon, cresceu mais na sua versão nortenha que na sulista, enquanto o Nanuqsaurus segue uma tendência inversa.

Tanto o Troodon e Nanuqsaurus teriam tido que lidar com variações sazonais extremas, diz Fiorillo. No tempo em que existiram o Alasca estava localizado tão a norte como hoje, apesar de as temperaturas serem globalmente superiores. A paisagem do árctico teria assistido a enormes impulsos de produtividade biológica todos os Verões, seguidos por Invernos escuros. Cada espécie teria que se adaptar por si só a este ambiente em mudança, diz ele. “Algo indicava o tamanho corporal óptimo para os predadores.”

Para este último estudo, a dimensão do Nanuqsaurus foi estimada por extrapolação de medições do seu crânio mas a descoberta de outros ossos importantes, como o fémur, pode ajudar a determinar o tamanho do animal, diz Carr.

Pelo menos algumas descobertas vêm a caminho. Logo que Fiorillo e Tykoski aprovaram o manuscrito final a descrever o Nanuqsaurus, voltaram ao Alasca para encontrar algo novo com que trabalhar e tropeçaram na outra metade do crânio do dinossauro.

 

 

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