2014-02-17

Subject: Marcadores radioactivos mapeiam propagação de análogo do HIV

 

Marcadores radioactivos mapeiam propagação de análogo do HIV

 

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@ Nature/Monkey Business Images/REXOs cientistas obtiveram uma imagem de um análogo do HIV à medida que se espalhou pelo corpo de macacos vivos usando marcadores radioactivos e técnicas radiológicas de rotina.

Os investigadores esperam usar este método para seguir infecções humanas subtis que, de outra forma, escapariam à detecção.

Francois Villinger, virologista na Faculdade de Medicina da Universidade Emory em Atlanta, Georgia, trabalhou com macacos rhesus Macaca mulatta que foram infectados com o vírus da imunodeficiência símia (SIV), o equivalente entre primatas não humanos ao HIV, durante dois e seis anos.

Os cientistas marcaram anticorpos para o SIV, capazes de se ligarem ao envelope exterior do vírus, com cobre-64, um isótopo radioactivo usado em radioterapia experimental contra o cancro. Os isótopos emitem sinais que podem ser captados através de técnicas de scan conhecidas por tomografia de emissão de positrões (PET) e tomografia computorizada (TC), ambas comummente usadas nos hospitais modernos.

No Simpósio Internacional de Ciência do HIV e Doenças Infecciosas que decorreu em Chennai, Índia, no final de Janeiro, Villinger relatou que após ter injectado os macacos com os anticorpos marcados, estes foram capazes de mapear a presença do vírus à medida que se replicava intensamente no intestino grosso, nódulos linfáticos, baço e nariz dos macacos cronicamente infectados. A equipa verificou a descoberta analisando células de amostras de tecidos em busca de SIV.

Alguns macacos controlavam a infecção, naturalmente ou após tratamento com medicamentos anti-retrovirais, e tinham níveis indetectáveis de vírus no plasma mas as imagens de scanning mostravam sinais residuais no intestino delgado, tecidos linfáticos e sistema reprodutor masculino, apesar de nenhum estar presente no intestino grosso.

Quando os cientistas monitorizaram macacos que tinham sido infectados com SIV durante apenas duas semanas, descobriram sinais virais abundantes no tronco, incluindo pulmões e nariz, que gradualmente diminuíam. À medida que a infecção se tornava crónica, os sinais amplificavam-se nos intestinos.

Villinger considera que, em humanos infectados com HIV, a técnica pode ajudar a detectar os reservatórios escondidos do vírus que não são eliminados através do tratamento com medicamentos anti-retrovirais.

 

"O modelo apresentado fornece pistas importantes para onde procurar", comentou o virologista Asier Sáez-Cirión, do Instituto Pasteur em Paris. Ele e a sua equipa estão a tentar perceber se existem reservatórios escondidos em pessoas infectadas com o HIV mas que parecem ser capazes de controlar a sua multiplicação.

Ramesh Paranjape, director do Instituto Indiano de Investigação sobre SIDA em Pune, considera que o estudo indica que o vírus persiste no muco que reveste o nariz e em vários tecidos do corpo, mesmo após seis meses de tratamento anti-retroviral. "Um estudo de seguimento mais longo pode ajudar a compreender a dinâmica dos reservatórios e locais de multiplicação do vírus em animais tratados com sucesso."

No entanto, alguns cientistas salientam vários desafios que precisam de ser ultrapassados antes desta ferramenta puder ser usada na gestão da doença. Em particular, consideram, o método ainda não é muito bom a quantificar a quantidade de partículas virais presentes numa dada região do corpo.

 

 

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