2014-01-28

Subject: Matadores de plantas protegem diversidade da floresta tropical

 

Matadores de plantas protegem diversidade da floresta tropical

 

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@ Nature/R. Bagchi Pragas vorazes podem ser calamitosos para cada planta individualmente mas podem beneficiar as florestas.

Um estudo realizado na floresta tropical húmida de Belize mostra que fungos que atacam e matam plantas podem ajudar a preservar a diversidade nesses ecossistemas.

O estudo, publicado na revista Nature, fornece apoio experimental a uma importante hipótese ecológica sobre a razão porque um dado tipo de espécie de planta não ganha preponderância nas florestas ricas em espécies.

Essa proposta, conhecida por hipótese Janzen–Connell, propõe que à medida que a população de uma espécie vegetal cresce, também cresce a taxa a que as espécies de pragas dela se alimentam. Essas pragas mantêm então as plantas dominantes em cheque, dando a outras espécies espaço para florescerem.

“Quanto mais vulgar uma planta é, mais agressivamente é atacada", diz Keith Clay, ecologista vegetal na Universidade do Indiana em Bloomington, que não esteve envolvido no estudo. “É um mecanismo de manutenção da diversidade."

Desde que a hipótese Janzen–Connell foi proposta há mais de 40 anos, muitas equipas de investigação recolheram evidências de que os insectos plantívoros e outros predadores mantêm as espécies vegetais em cheque mas poucas foram capazes de estabelecer que este mecanismo também estimulava a diversidade vegetal, diz Clay.

Owen Lewis, ecologista na Universidade de Oxford, Reino Unido, decidiu testar a hipótese experimentalmente. A equipa marcou lotes de terreno na Reserva Florestal Chiquibul no sudoeste de Belize, onde o terreno está coberto com raízes espessas e superficiais e as sementes caiem da frondosa copa superior. Alguns dos lotes foram tratados com fungicidas e outros com insecticidas. Os lotes de controlo foram pulverizados com água.

 

Ao longo de 17 meses, a equipa descobriu que a riqueza de espécies se reduziu em 16% nos lotes pulverizados com fungicida. Apesar de não haver declínio de diversidade de espécies nos lotes pulverizados com insecticida, este tratamento alterou a abundância relativa das espécies presentes.

Lewis e a sua equipa planeia expandir o seu trabalho a outros locais e começou a identificar fungos chave nos lotes de teste de Belize. Lewis salienta que o trabalho pode ser importante para a compreensão de como as florestas poderão reagir às alterações climáticas pois os fungos são muito sensíveis a alterações na humidade.

Scott Mangan, ecologista na Universidade de Washington em St. Louis, Missouri, acrescenta que o estudo de Belize pode informar os esforços de restauração da floresta ao salientar a importância dos fungos no solo. “Antes de irmos para a região que queremos restaurar, temos que ter em mente que não são só árvores que lá estão", diz Mangan. “Pretende-se uma comunidade do solo natural e bem estabelecida ou podemos não ter estes mecanismos de preservação da diversidade.”

 

 

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