2014-01-21

Subject: Frequência de fenómenos El Niño severos duplica com planeta em aquecimento

 

Frequência de fenómenos El Niño severos duplica com planeta em aquecimento

 

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@ Nature/Australia Bureau of Meteorology/Trevor Farrar

O impacto do aquecimento global no Pacífico tropical tem sido acesamente contestada mas uma análise veio agora sugerir que os poderosos eventos de aquecimento na região equatorial oriental, conhecidos por El Niños, deverão duplicar à medida que as emissões de gases de efeito de estufa aumentam neste século.

O estudo, agora publicado na revista Nature Climate Change, foca-se apenas nos eventos extremos, como o El Niño de 1997/1998, que afectam o clima em todo o globo. Os modelos climáticos há muito que diferem quanto ao impacto preciso do aquecimento global sobre o El Niño e o seu efeito irmão, La Niña, que arrefece a mesma área mas a actual análise descobre acordo no diz respeito às tendências principais de precipitação causadas pelos El Niños mais intensos.

“O actual El Niño moderado torna-se um evento extremo no futuro", diz o principal autor do estudo Wenju Cai, modelador climático da Organização de Investigação Industrial e Científica da Commonwealth em Aspendale, Austrália.

A chave, diz Cai, foi essencialmente redefinir os El Niños extremos e focar-nos no tempo e não na condição do próprio oceano. Em vez de usar a definição standard, que se foca na diferença nas temperaturas da superfície oceânica entre o Pacífico equatorial ocidental e oriental, os investigadores focaram-se na precipitação sobre o lado oriental da bacia.

A equipa identificou 20 modelos climáticos, metade dos disponíveis, que eram capazes de simular precipitação extrema. Seguidamente usaram os modelos para comparar a ocorrência de El Niños extremos num período controlo, de 1891 a 1990, versus um período mais quente de 1991 a 2090. Apesar do número total de eventos El Niño ter diminuído, 17 dos 20 modelos previram importantes eventos El Niño, com uma frequência média a aumentar de um em cada 20 anos para um por década.

“Estou nisto há tempo suficiente para saber que temos que olhar para tudo cinco vezes antes de ficarmos convencidos mas gosto do artigo”, diz David Neelin, climatólogo que estuda as interacções entre o oceano e a atmosfera na Universidade da Califórnia, Los Angeles. “É uma análise muito prometedora."

 

Os modelos sugerem que o Pacífico tropical oriental deverá aquecer mais que o ocidental e esse calor extra efectivamente carrega as bombas para tempestades importantes. Assim, mesmo os pequenos eventos El Niño, como definidos pelo gradiente de temperatura ao longo da bacia, com o aquecimento no lado oriental, podem ter maior efeito sobre a precipitação.

O impacto mais imediato será nos países vizinhos, como o Peru e o Equador, mas Cai considera que os El Niños mais severos podem afectar o clima em locais muito distantes, do sudeste asiático ao sudoeste americano. “É realmente uma reorganização maciça da circulação atmosférica", diz ele, salientando que o El Niño de 1997/1998 infligiu dezenas de biliões de dólares em danos e matou milhares de pessoas em todo o mundo.

Será necessária mais investigação para avaliar as consequências globais mas o estudo ainda assim avança a investigação sobre o El Niño de uma forma mais relevante para a sociedade, diz Shang-Ping Xie, modelador climático na Instituição Scripps de Oceanografia em La Jolla, Califórnia. “Pode-se dizer que rouba a atenção da definição tradicional do El Niño e foca-se numa variável mais útil e relevante, como a precipitação", diz ele.

 

 

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