2014-01-15

Subject: Peixes exibem brilho fluorescente

 

Peixes exibem brilho fluorescente

 

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@ Nature/PLOS ONE

Peixes parecem desenxabidos aos olhos humanos podem ver-se uns aos outros cobertos de verdes, vermelhos e laranjas brilhantes, dizem os cientistas que descobriram as primeiras evidências de biofluorescência generalizada nesses animais.

Mais de 180 espécies de peixes, de pelo menos 50 famílias taxonómicas, podem absorver luz e reemiti-la como uma cor diferente, relatam os investigadores na revista PLoS ONE. Observados através de câmaras equipadas com filtros amarelos, peixes como o cabeça-chata Cociella hutchinsi, que se encontra no Pacífico tropical, revelam-se de parar o trânsito.

"É como se tivessem o seu espectáculo privado de luz e cor", diz John Sparks, curador de ictiologia do Museu de História Natural americano em Nova Iorque, que ajudou a liderar o estudo. "Ficamos surpresos por encontrar tantos."

Para conduzir o seu senso, os investigadores, trabalhando em conjunto com fotógrafos e mergulhadores, tiraram amostras de águas na zona das Bahamas e das Ilhas Salomão, duas zonas taxonomicamente ricas. A equipa também analisou espécies de águas doce de Madagáscar, do Amazonas e da região americana dos Grandes Lagos, bem como peixes de lojas de animais e aquários públicos.

A equipa encontrou biofluorescência tanto em peixes cartilagíneos, como tubarões e raias, e em peixes ósseos, como enguias e peixes espalmados. O fenómeno surge em grupos separados por mais de 400 milhões de anos de evolução divergente, o que sugere que terá evoluído independentemente muitas vezes, diz Sparks. 

A biofluorescência, que é um fenómeno diferente da bioluminescência, em que há produção de luz por parte de um ser vivo através de uma reacção química, também pode ser encontrada em algumas espécies de corais e outros cnidários, artrópodes e papagaios.

 

Nos peixes, a biofluorescência parece ser mais comum em espécies marinhas e Sparks especula que isso se deva ao facto de o oceano ser um ambiente relativamente estável, atravessado  por luz azul. À medida que a profundidade da água aumenta, a maior parte da luz visível é absorvida, excepto os comprimentos de onda mais energéticos de cor azul. 

Existem peixes biofluorescentes de água doce e de águas profundas mas são raros, sendo os mais espectacularmente luminosos os peixes camuflados dos recifes de corais.

Muitos desses peixes têm filtros amarelos nos olhos, o que lhes permite detectar os padrões de biofluorescência como 'sinais escondidos' entre as diversas espécies. Por exemplo, alguns peixes marinhos desovam em uníssono na Lua cheia e o brilho biofluorescente ao luar pode ajudá-los a reconhecerem-se.

As descobertas abrem caminho para outras pesquisas sobre o papel da biofluorescência, diz Dimitri Deheyn, biólogo marinho na Instituição Scripps de Oceanografia em La Jolla, Califórnia, que não esteve envolvido no estudo.

O estudo também identifica uma potencial arca de tesouro de proteínas fluorescentes para os biólogos. Proteínas fluorescentes como a GFP, encontrada pela primeira vez numa medusa na década de 60, transformaram completamente os estudos de expressão genética, doenças como a SIDA ou a anatomia cerebral.

 

 

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