2013-12-30

Subject: Explicado o mistério das riscas das zebras

 

Explicado o mistério das riscas das zebras

 

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@ BBC

As espampanantes riscas das zebras protegem estes equídeos dos seus predadores pois mascaram os seus movimentos, veio agora revelar um estudo. 

É óbvio que as riscas e cores muito conspícuas das zebras não as ajudam a confundir-se com o ambiente, pelo que os cientistas colocaram a hipótese de que se tivessem desenvolvido como forma de encadear os predadores.

Usando modelos de computador, os investigadores confirmaram que as marcas na pelagem das zebras originam ilusões ópticas quando os animais se movem. Segundo eles, esta confusão ajuda a proteger os animais, tanto dos grandes felídeos, como dos minúsculos insectos.

O estudo, realizado por uma equipa de cientistas da Universidade de Queensland, Austrália, foi publicado na última edição da revista Zoology.

"As riscas das zebras há muito que têm vindo a baralhar os biólogos evolutivos, incluindo os próprios Darwin e Wallace", refere o autor principal do estudo, Martin How. "Teorias anteriores propunham como função das riscas desde sinais de comunicação social à camuflagem ao nascer e ao pôr do sol em habitats herbáceos e ao chamado 'efeito encadeador' quando perseguidas por predadores ou insectos sugadores de sangue."

Para testar esta última teoria, que propunha que o padrão de riscas confunde os predadores e as pragas, How e o seu colega Johannes Zanker, do Royal Holloway, Universidade de Londres, analisaram fotografias e vídeos de zebras.

Modelos de computador que detectam o surgimento de padrões revelaram que as riscas funcionavam como ilusões ópticas, fornecendo informação enganadora aos perseguidores.

Os humanos e um grande leque de animais partilham um mecanismo a que os cientistas chamam detecção de movimento: circuitos neurais que processam a direcção em que algo ou alguém se desloca, com base na forma como os seus contornos surgem no campo de visão.

Um dos exemplos mais conhecidos de uma ilusão óptica que confunde este mecanismo é o efeito do poste de barbeiro, em que uma espiral de riscas num poste vertical parece deslocar-se para cima quando o poste roda. Outro exemplo é a da roda da carroça, em que os raios da roda giram no sentido dos ponteiros do relógio mas, quando se atinge uma determinada velocidade, a roda parece passar a rodar no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio.

 

De acordo com How, as riscas das zebras tiram partido deste tipo de ilusão óptica para ajudar a proteger os animais que as ostentam: as largas riscas na diagonal no flanco das zebras e as riscas mais estreitas no dorso e pescoço enviam sinais de movimento inesperados que confundem os observadores, particularmente quando os animais de deslocam em manada.

"Nós sugerimos que estas ilusões ópticas levam a que as pragas e os predadores se enganem em relação à direcção do movimento das zebras, levando os insectos a abortar as suas manobras de aterragem e os predadores em perseguição a calcular mal o momento do ataque", refere How.

"Os resultados têm implicações interessantes no estudo dos padrões no revestimento corporal dos animais, pois há muitas outras espécies, como os peixes-donzela ou cobras listradas, que apresentam os aparentemente conspícuos padrões corporais de riscas pretas e brancas", continua ele.

"Os resultados também nos podem ajudar a compreender de que forma camuflagem semelhante pode funcionar em situações criadas pelo Homem, como padrões de camuflagem encadeadora em grande escala para navios de guerra."

 

 

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