2013-12-18

Subject: UE alerta para danos devidos a neonicotinóides

 

UE alerta para danos devidos a neonicotinóides

 

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@ SPL/BBC

Dois compostos químicos neonicotinóides podem afectar o sistema nervoso em desenvolvimento dos seres humanos, de acordo com a União Europeia (UE). A Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (AESA) propõe, na sequência dessa descoberta, que os níveis de exposição considerada segura sejam reduzidos ainda mais, enquanto mais estudos são realizados.

A base desta decisão foi a realização de estudos que demonstraram que estes insecticidas tinham um impacto negativo sobre o cérebro de ratos recém-nascidos. Um dos pesticidas em questão já foi banido na UE em Abril último, devido às preocupações sobre o seu impacto sobre a população de abelhas.

Os neonicotinóides são pesticidas sistémicos, que tornam todas as partes de uma dada planta tóxicas para os seus predadores. Tornaram-se muito populares em todo o mundo ao longo das últimas duas décadas por serem considerados menos danosos para o Homem e para o ambiente, quando comparados com compostos mais antigos.

No entanto, um crescente conjunto de artigos científicos tem-nos vindo a associar a uma redução rápida no efectivo das populações de abelhas. Em Abril, a UE introduziu uma moratória de dois anos sobre a utilização de vários tipos de neonicotinóides, apesar da oposição de alguns estados-membros, como o Reino Unido.

Agora a AESA, num comunicado, veio dizer que está preocupada com dois tipos de neonicotinóides, a imidaclopride e a acetamipride, que podem "afectar o cérebro humano em desenvolvimento". Por essa razão, propuseram que os níveis de exposição aceitável sejam reduzidos ainda mais enquanto outras pesquisas são realizadas.

A decisão surge depois da análise dos resultados de investigações realizadas em ratos. Num dos estudos, jovens roedores que foram expostos a imidaclopride sofreram uma redução do volume cerebral, perdas de peso e de capacidade de movimento.

 

No seu comunicado, a AESA refere que os dois tipos de neonicotinóides podem "afectar de forma adversa o desenvolvimento de neurónios e estruturas cerebrais associadas a funções como a aprendizagem e a memória". As actuais directrizes, "podem não ser protectoras o suficiente para impedir a neurotoxicidade no desenvolvimento e devem ser reduzidas".

Segundo o porta-voz para a saúde da Comissão Europeia Frederic Vincent, a UE aguarda agora os comentários das companhias agroquímicas envolvidas na produção destes pesticidas: "Em princípio, o próximo passo será emendar os valores de referência", o que deve ter início em Março próximo.

Nas suas descobertas, a AESA salienta que as evidências disponíveis são limitadas mas também acredita que as preocupações com a saúde humana levantadas são legítimas, ainda que outros peritos tenham a decisão apenas uma precaução.

"A redução dos valores de referência era modesta na maior parte dos casos", diz Alan Boobis, do Imperial College de Londres. "Ainda que exista claramente um ponto de interrogação sobre os possíveis efeitos destes compostos sobre o cérebro em desenvolvimento, as conclusões da AESA não sugerem que a exposição de humanos a estes compostos aos níveis que normalmente ocorrem no ambiente ou nos alimentos sejam causa para preocupação."

 

 

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