2004-06-09

Subject: Cientistas assistem ao nascimento de uma espécie

News of the Wild

 

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Em destaque:

Cientistas assistem ao nascimento de uma espécie

 

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Cientistas da Universidade do Arizona podem ter sido testemunha do nascimento de uma nova espécie, pela primeira vez na história da ciência. As biólogas Laura Reed e Therese Markow fizeram a descoberta observando os padrões de procriação das moscas da fruta que vivem em cactos apodrecidos no deserto. 

O trabalho pode ajudar os cientistas a identificar as alterações genéticas  que permitem a uma espécie diferenciar-se em duas. No entanto, se as duas populações estudadas e fortemente aparentadas de moscas da fruta Drosophila mojavensis e Drosophila arizonae, representam uma ou duas espécies é ainda tema de debate entre os biólogos. 

As investigadoras da Universidade do Arizona acreditam que os insectos estão nas primeiras etapas da divergência para espécies separadas. A emergência de uma nova espécie ocorre quando duas populações distintas se tornam isoladas do ponto de vista reprodutor. Quando os dois grupos deixam de trocar genes, acabam, eventualmente, por seguir diferentes percursos evolutivos e tornam-se espécies separadas. 

Apesar da especiação ser um elemento crucial na compreensão do funcionamento da evolução, os biólogos ainda não foram capazes de descobrir que factores dão início ao processo. 

Nas moscas da fruta existem diversos exemplos de genes mutantes que impedem as diferentes espécies de se cruzar, mas os cientistas não sabem se eles serão a causa ou uma consequência da especiação. 

Na natureza, Drosophila mojavensis e Drosophila arizonae raramente, se alguma vez, se cruzam, apesar dos seus habitats se sobreporem. Em laboratório, os investigadores podem causar o cruzamento mas existem complicações. 

As mães Drosophila mojavensis produzem tipicamente descendência saudável após acasalarem com machos Drosophila arizonae, mas quando as fêmeas Drosophila arizonae acasalam com machos Drosphila mojavensis, os descendentes macho são estéreis. 

 

Laura Reed alega que esta capacidade limitada de cruzamento indica que os dois grupos estão no limiar da especiação. Outra descoberta que parece apoiar esta teoria é que numa estirpe de Drosophila mojavensis da ilha de Catalina, no sul da Califórnia, as fêmeas produzem sempre machos estéreis quando acasalam com machos Drosophila arizonae

Dado que a esterilidade do macho híbrido depende dos genes da mãe, os investigadores consideram que a alteração genética deve ser recente. Reed também descobriu que apenas metade das fêmeas da população da ilha de Catalina apresenta o genes (ou genes) que conferem a esterilidade aos machos híbridos da descendência. 

No entanto, quando analisou as fêmeas Drosophila mojavensis de outras regiões, descobriu que uma pequena fracção dessas populações também apresentam o gene da esterilidade do macho híbrido. 

O recém-criado projecto de sequenciação do genoma de Drosophila mojavensis, que criará uma base de dados completa para os genes da espécie, irá ajudar os cientistas a identificar os genes realmente envolvidos na especiação. 

 

 

Saber mais:

University of Arizona

Scientists hail new 'map of life'

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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