2013-11-18

Subject: Estados Unidos autorizam transplantes de órgãos infectados com HIV

 

Estados Unidos autorizam transplantes de órgãos infectados com HIV

 

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@ Nature/WILL & DENI MCINTYRE/SPLOs Estados Unidos estão decididos a revogar a sua proibição de aceitar órgãos de dadores HIV-positivos, um passo que levará a transplantes entre pacientes infectados.

Legislação aprovada pela Câmara dos Representantes americana a 12 de Novembro tem como objectivo a proibição que dura há 25 anos sobre órgãos infectados com HIV mas também ordena ao governo que desenvolva directrizes para o subsequente estudo dos transplantes 'positivo para positivo'.

Os investigadores dizem que estes procedimentos podem ajudar a aliviar a avassaladora procura por órgãos doados nos Estados Unidos.

Mais de 120 mil pessoas estão à espera de novos corações, pulmões, rins e outros órgãos, uma lista que inclui pessoas com HIV, que estão a viver mais graças aos medicamentos anti-retrovirais e outros avanços médicos. Cerca de um quarto dos pacientes com HIV americanos também tem hepatite C, que no seu estado mais avançado apenas pode ser tratada com um transplante de fígado.

“Qualquer potencial fonte de novos dadores deve ser considerada", diz o cirurgião de transplantes Peter Stock, da Universidade da Califórnia, San Francisco. Um estudo recente sugere que permitir a doação de pessoas HIV-positivas mas de resto saudáveis pode disponibilizar mais 500 a 600 órgãos para transplante por ano.

O Seando aprovou a legislação, conhecida por Acta de Política de Equidade dos Órgãos com HIV, em Junho e espera-se que o presidente Barack Obama a assine em lei mas pode levar algum tempo até que algum transplante seja realizado. Primeiro, o Organ Procurement and Transplantation Network terá que desenvolver standards éticos e clínicos que guiem a investigação médica em transplantes positivo para positivo. Dorry Segev, cirurgiã de transplantes no Hospital Universitário Johns Hopkins em Baltimore, Maryland, que defendeu a lei, estima que isso leve cerca de um ano.

Estes transplantes não são inéditos, no entanto. Elmi Muller, cirurgiã de transplantes na Universidade da Cidade do Cabo na África do Sul, foi a pioneira em transplantes de rim positivo para positivo, realizando 26 desde 2008.

“Achei que estes pacientes não tinham muitas alternativas, não havia muito a perder", diz Muller. Aproximadamente 20% da população da África do Sul está  infectada com HIV mas aqueles que precisam de novos rins normalmente nem sequer são considerados para diálise, muito menos para transplante. Até os medicamentos anti-retrovirais surgirem há uns anos, os sul-africanos HIV-positivos não tinham grande expectativa de vida.

 

Nos últimos cinco anos, apenas dois dos 26 transplantes de Muller falharam, acrescentando força à sua posição de que os benefícios do procedimento se sobrepõem os riscos. Ainda assim, Muller diz que a sua investigação também salienta a necessidade de mais estudos sobre a segurança e a eficácia dos transplantes a partir de dadores HIV-positivos. Por exemplo, apesar dos receptores dos órgãos no seu estudo serem geralmente saudáveis, alguns dos rins doados apresentam alterações estruturais que podem ser devidas ao HIV e Muller não sabe se serão prejudiciais.

Também há preocupação com a possibilidade de 'superinfectar' um paciente HIV-positivo com uma segunda estirpe do vírus vinda do órgão doado, particularmente se essa estirpe é resistente aos medicamentos anti-retrovirais. Não é claro de que forma a estimulação do sistema imunitário devida aos anti-retrovirais vai interagir com os medicamentos que os transplantados tomam para impedir a rejeição. 

Doses elevadas, possivelmente tóxicas, de medicação imunossupressora podem ser necessárias para impedir a rejeição num paciente que já está a tomar medicamentos anti-retrovirais e algumas pesquisas sugerem que os HIV-positivos podem ter maior probabilidade de rejeitar os novos órgãos.

Apesar de todas estas incertezas, os investigadores estão esperançados que a investigação de transplantes positivo para positivo forneça pistas clínicas importantes sobre o funcionamento do HIV e do sistema imunitário humano: "Há muito a aprender", diz Stock.

 

 

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