2013-11-11

Subject: Sistema imunitário débil dos bebés permite entrada de bactérias benéficas

 

Sistema imunitário débil dos bebés permite entrada de bactérias benéficas

 

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Como qualquer pai sabe, os bebés são notoriamente susceptíveis a infecções bacterianas. Um estudo vem a gora sugerir que o corpo cria essa vulnerabilidade deliberadamente, permitindo que microrganismos benéficos colonizem os intestino, pele, boca e pulmões do bebé. Aprender a manipular este sistema pode conduzir a tratamentos para infecções em recém-nascidos e talvez mesmo melhorar a forma como os bebés são vacinados.

No útero, um feto está estéril mas a partir do momento em que o bebé atravessa a vagina, bactérias e fungos começam imediatamente a sua colonização. De que forma o sistema imunitário tolera este súbito influxo de invasores tem sido um mistério.

Para investigar esta situação, Sing Sing Way, pediatra de doenças infecciosas no Hospital Pediátrico de Cincinnati no Ohio, comparou células imunitárias de ratos com seis dias de idade com as de ratos adultos e apercebeu-se que os ratos bebés tinham uma proporção muito maior de glóbulos vermelhos a expressar a proteína CD71. Os investigadores descobriram que essas células suprimem a resposta imunitária produzindo a enzima arginase.

Way deu aos ratos bebés anticorpos que levavam a que o sistema imunitário destruísse as células CD71+ e removeu-as do sangue dos animais. Quando estes ratos foram infectados com a bactéria Listeria monocytogenes, que provoca graves infecções em recém-nascidos humanos, o sistema imunitário dos animais protegeu-os eficazmente contra o ataque. No entanto, houve uma consequência: sem as células CD71+, as células intestinais dos ratos ficaram inflamadas quando entraram em contacto com bactérias intestinais normais.

Ofer Levy, pediatra no Hospital Pediátrico de Boston no Massachusetts, considera que a redução da inflamação deve ser a lógica principal do corpo para a supressão imunitária inicial. “Se não existisse mecanismos para reduzir a inflamação, o recém-nascido desfazia-se", diz Levy. Way e os seus colegas, que publicaram as duas descobertas na última edição da revista Nature, descobriram que sangue do cordão umbilical humano também continha um número superior destas células CD71+ do que o sangue adulto.

 

“Tudo isto é muito convincente", diz Levy, apesar de alertar para a necessidade de mais evidências em humanos antes de a descoberta puder ser usada em medicina. O ecossistema microbiano do corpo está intimamente associado ao sistema imunitário logo pode ser difícil alterar um sem perturbar o outro, diz ele. “O recém-nascido está concebido desta forma por alguma razão."

O grupo de Way está agora a tentar encontrar formas de afinar este sistema para melhorar o tratamento de doenças em recém-nascidos. Por exemplo, os bebés prematuros são por vezes afectados por uma doença conhecida por enterocolite necrotizante, em que os seus intestinos de degradam. Um factor que contribui para esta situação pode ser o facto de não terem as bactérias que lhes permitem digerir o alimento. 

Way coloca a hipótese destes bebés prematuros ainda não terem as suas células CD71+ activas e que, de alguma forma, introduzi-las ou usar um medicamento que as active poderia suprimir o sistema imunitário o tempo suficiente para as bactérias benéficas colonizarem o intestino.

Mas, acrescenta Way, os bebés normalmente só são vacinados meses depois de nascerem pois os seus sistemas imunitários são demasiado fracos mas em países em desenvolvimento muitos não chegam a receber as vacinas. Descobrir uma forma de fortalecer os seus sistemas imunitários reduzindo temporariamente o número de células CD71+, por exemplo, pode permitir aos técnicos de saúde vacinar estas crianças imediatamente.

 

 

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