2013-11-03

Subject: Protecção do Antárctico: à terceira não foi de vez

 

Protecção do Antárctico: à terceira não foi de vez

 

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@ Nature/Donald LeRoi, NOAA Southwest Fisheries Science Center, NSF

O futuro do antárctico, e a respeitada organização internacional que o governa, foi ameaçado por mais um falhanço na aprovação de um acordo que melhore a protecção ambiental da região, alertaram os cientistas.

Pela terceira vez, a Comissão para a Conservação dos Recursos Marinhos Vivos do Antárctico (CCAMLR) foi incapaz de chegar a acordo sobre uma proposta apoiada pela União Europeia, Estados Unidos e Nova Zelândia para proibir a pesca em 1,25 milhões de quilómetros quadrados do Mar de Ross. O plano tinha como objectivo estabelecer a maior reserva marinha do mundo, na que os investigadores dizem ser uma das áreas mais preciosas e ameaçadas das regiões polares.

O grupo de organizações ambientalistas Antarctic Ocean Alliance culpou a Rússia e a Ucrânia pelo bloqueio das propostas no encontro de Hobart, Austrália, de anteontem.

Steve Campbell, director de campanhas da Antarctic Ocean Alliance, disse que os resultados colocam inevitavelmente questões sobre se a CCAMLR é capaz de cumprir os seus compromissos com a conservação. Até agora, a organização tinha boa reputação, sendo citada como um bom exemplo da forma como os países trabalhar juntos para evitar a destruição de um importante recurso natural comum. 

No entanto, a atracção comercial das pescas antárcticas tem vindo a crescer e a tensão entre a conservação desta zona selvagem polar e a sua exploração tem-se tornado cada vez mais aparente: “Estamos preocupados com o mandato da CCAMLR, estamos preocupados até com o papel da CCAMLR, na realidade", diz Campbell.

A organização é formada por representantes de 24 países e da União Europeia, todos os quais têm que concordar para que propostas como o estabelecimento de reservas marinhas sejam aceites. No encontro do ano passado em Hobart as propostas para a criação de reservas no Mar de Ross, leste da Antárctica e Península Antárctica falharam todas mas, algo inesperado, outro encontro foi agendado para Julho deste ano, criando esperanças de que pelo menos a proposta do Mar de Ross fosse bem sucedida.

 

No entanto, Julho chegou e a delegação russa foi novamente a má da fita e o acordo sobre as reservas voltou a falhar. E agora, a história repetiu-se em Hobart, apesar de a proposta do Mar de Ross em debate este ano proteger uma área menor que os planos anteriores.

Num comunicado distribuído pelo Centro de Média de Ciência australiano, Clive Evans, investigador na Universidade de Auckland que trabalhou com algumas das espécies de peixe que vivem no Mar de Ross, refere que "o falhanço da CCAMLR em chegar a consenso relativamente a uma proposta significativamente suavizada pela Nova Zelândia e Estados Unidos para a criação de uma zona protegida no Mar de Ross é uma vitória para os jogos políticos e uma bofetada na outra face para esses dois países e mesmo para a CCAMLR por parte de alguns dos seus membros".

Campbell permanece positivo sobre a possibilidade de a proposta avançar no encontro do próximo ano, ainda assim, e diz que a CCAMLR ainda em um papel importante a representar: “A CCAMLR só acontece uma vez por ano mas talvez no próximo ano tenhamos mais sorte."

 

 

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