2013-10-31

Subject: Medicamento de dupla acção mostra-se prometedor contra diabetes

 

Medicamento de dupla acção mostra-se prometedor contra diabetes

 

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@ Nature/JOE CHABENNE, FAMING ZHANG, RICHARD DIMARCHI/INDIANA UNIVERSITYUm tratamento experimental para a diabetes, que conjuga a acção de duas hormonas naturais num único agente injectável, mostrou reduzir com sucesso o açúcar no sangue em humanos, macacos e roedores.

Marcando uma nova abordagem no tratamento desta doença, a molécula ainda não baptizada também parece causar menos efeitos secundários gastrointestinais em humanos do que outros medicamentos para a diabetes.

“O nosso objectivo foi alcançar o controlo máximo da glicemia com o menor impacto no intestino possível", explica Richard DiMarchi, perito biomolecular na Universidade do Indiana em Bloomington, e membro da equipa internacional de cientistas que agora publicou os resultados na revista Science Translational Medicine.

A molécula, que tem como alvo receptores para duas hormonas, o péptido 1 (GLP-1) semelhante ao glucagon e o polipéptido insulinotrópico dependente da glicose (GIP), foi desenvolvida no laboratório de DiMarchi, apoiado pela farmacêutica suíça Roche, que licenciou o agente.

Como parte do seu estudo, 44 pacientes com diabetes tipo II receberam uma injecção semanal da molécula de dupla acção, em várias doses e durante seis semanas, enquanto outros nove receberam injecções placebo.

Os testes ao sangue mostraram uma resposta dependente da dose: nas doses mais elevadas, um marcador standard dos níveis de glicose no sangue caiu em média 1,1% a partir da base (que ia de 7,4% a 7,9%; os níveis normais estão abaixo dos 5,7% em pacientes não diabéticos). No grupo do placebo, o marcador caiu apenas 0,16%.

Não ocorreram alterações significativas no peso corporal nos testes em humanos mas os estudos com animais sugerem que um tratamento a longo prazo com doses mais elevadas também pode tratar a obesidade. Ratos obesos que receberam as doses mais elevadas da molécula perderam perto de 19% do peso corporal em apenas uma semana, quando comparados com cerca de 9% nos ratos tratados com quantidades equivalentes de um medicamento para a diabetes vulgarmente receitado, o liraglutide.

Tanto a GLP-1 como a GIP respondem naturalmente a picos de açúcar no sangue estimulando a produção de insulina. A GLP-1 também reduz o apetite e suprime o glucagon, a hormona que aumenta o açúcar no sangue. Vários medicamentos vulgares para a diabetes, incluindo o exenatide e o liraglutide, funcionam imitando a GLP-1. Mas, como DiMarchi salienta, cerca de 10–30% das pessoas que tomam esses medicamentos desenvolvem perturbações gastrointestinais, incluindo náuseas, flatulência e por vezes vómitos. Neste último teste, apenas dois pacientes se queixaram de náuseas ligeiras.

 

DiMarchi já tinha anteriormente demonstrado que a combinação da GLP-1 e dos estrogénios podia reverter os factores de risco da diabetes em ratos mas tem havido poucas tentativas para criar medicamentos que utilizem o poder da GIP. Claramente a hormona tem um papel natural no controlo do açúcar no sangue, diz DiMarchi, logo não deve ser ignorada do desenvolvimento de medicamentos: “A melhor farmacologia replica a fisiologia. Esta é uma chave que funciona em ambas as fechaduras."

Ao combinar testes em humanos com estudos exaustivos em macacos e roedores num único artigo, os investigadores "entregaram o pacote completo", diz Philipp Scherer, presidente da investigação sobre diabetes no Centro Médico Sudoeste da Universidade do Texas. No entanto, a sugestão de que o tratamento causa relativamente poucos efeitos secundários precisa de ser confirmado num teste clínico maior, diz ele.

DiMarchi diz que o próximo passo será um estudo a longo prazo que compare a última abordagem com um imitador estabelecido da GLP-1: “Estamos a anos de obter um medicamento aprovado."

 

 

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