2013-10-28

Subject: Lançada luz sobre a forma como os genes moldam a face

 

Lançada luz sobre a forma como os genes moldam a face

 

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@ BBCOs cientistas estão finalmente a compreender por que razão as faces de duas pessoas podem ser tão diferentes.

Trabalhando com ratos, os investigadores identificaram milhares de pequenas regiões do DNA que influenciam a forma como se desenvolvem as características faciais.

O estudo também mostra que pequenas alterações no material genético podem afectar de formas subtis a forma da face.

As descobertas, agora publicadas na revista Science, também podem vir a ajudar os investigadores a descobrir como surgem os defeitos faciais de nascença.

Os investigadores referem que apesar de o trabalho ter sido realizado em animais, a face humana deve seguir o mesmo padrão de desenvolvimento.

Axel Visel, do Instituto Conjunto de Genómica do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley na Califórnia, comenta: "Estamos a tentar descobrir de que forma estas instruções para a construção da face humana estão inseridas no DNA humano. Algures tem que estar uma planta que define como será a nossa face."

A equipa internacional descobriu mais de 4 mil "promotores" no genoma do rato que parecem desempenhar um papel na aparência da face. Estes pequenos segmentos de DNA actuam como interruptores, activando e desactivando genes, e para 200 deles os investigadores conseguiram identificar onde e como funcionam no ratinho em desenvolvimento. Visel explica: "Nos embriões de rato conseguimos ver exactamente onde, à medida que a face se desenvolve, estes interruptores activam o gene que controlam."

Os cientistas também analisaram o que acontecia quando três destes promotores genéticos eram removidos do genoma dos ratos: "Os ratos pareciam bastante normais mas é muito difíceis para humanos perceberem as diferenças na face de ratos", recorda Visel.

"A forma que temos de ultrapassar isto é usar tomografias computorizadas para estudar as formas dos crânios destes ratos. Fazemos-lhes um scan e medimos a forma do crânio de forma muito precisa."

 

Ao comparar os ratos transgénicos com ratos não modificados os investigadores descobriram que as alterações eram muito subtis mas alguns dos ratos desenvolveram crânios muitos longos ou mais curtos, enquanto outros tinham faces mais largas ou mais estreitas.

"O que esta análise nos diz na realidade é que este promotor em particular também desempenha um papel no desenvolvimento do crânio e pode afectar exactamente como ele irá ser", diz ele.

A compreensão desta situação também pode ajudar a revelar porquê e de que forma as coisas podem correr mal durante o desenvolvimento dos embriões no útero, conduzindo a defeitos faciais de nascença: "Existem muitos tipos de defeitos craniofaciais de nascença, com as fendas palatinas e labiais entre as mais frequentes. Estas situações têm graves implicações para as crianças pois afectam a alimentação, a fala e a respiração, exigem cirurgias complicadas e têm implicações psicológicas."

Ainda que algumas destas situações sejam causadas por mutações genéticas, os investigadores querem compreender de que forma os promotores genéticos interagem.

Visel acrescenta que os cientistas estão apenas a começar a compreender os processos que moldam a forma da face mas os seus resultados preliminares sugerem que se trata de um processo extremamente complexo.

Segundo ele, é improvável que no futuro próximo o DNA possa ser usado para prever a aparência exacta de uma pessoa ou que os progenitores possam alterar o material genético de forma a alterar o aspecto do bebé.

 

 

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