2013-10-22

Subject: Relógio químico segue envelhecimento com eficácia nunca vista

 

Relógio químico segue envelhecimento com eficácia nunca vista

 

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Cabelos brancos e rugas são sinais exteriores do envelhecimento mas não são muito precisos.

Agora, uma nova investigação veio mostrar que um código escrito no epigenoma (as marcas químicas que modificam o DNA) do corpo são capazes de indicar rigorosamente a idade dos tecidos e células humanos. 

Este 'relógio' pode fornecer novas pistas sobre a razão porque certos tecidos envelhecem mais rapidamente que outros e por que razão esses tecidos se podem tornar mais propensos a desenvolver tumores.

Nos últimos anos, os investigadores têm estudado regiões do DNA que apresentam cada vez mais marcas químicas, sob a forma de grupos metilo, à medida que as pessoas envelhecem. Essa metilação pode, de forma selectiva, desactivar genes: “O que não se sabia até agora é que podemos desenvolver um preditor da idade que realmente funciona bem na maioria dos tecidos e tipos celulares", diz Steve Horvath, bioinformático na Universidade da Califórnia, Los Angeles.

Num artigo agora publicado na revista Genome Biology, Horvath revela de que forma os níveis de metilação nos tecidos humanos se alteram, desde antes do nascimento até aos 101 anos, e mostra que estes são preditores quase perfeitos da idade de tecidos não cancerosos. 

O estudo representa a demonstração mais convincente até à data ”de que as alterações na metilação do DNA associadas à idade são consistentes num leque que inclui a maioria dos tecidos", refere Andrew Teschendorff, biólogo computacional no University College de Londres.

Para desenvolver um relógio baseado na metilação do DNA, Horvath juntou dados de 8 mil amostras que encontrou em conjuntos de dados públicos sobre metilação do DNA. As amostras representam 51 tecidos e tipos celulares humanos saudáveis, incluindo células imunitárias e cerebrais e tecidos dos principais órgãos, como o rim ou o fígado. Ele também avaliou este relógio em outras 6 mil amostras cancerosas. 

Horvath focou-se em 353 marcadores epigenéticos: para alguns, a metilação aumentava com a idade e, para outros, diminuía. Algumas das amostras foram usadas para desenvolver o relógio e as restantes para testar o seu rigor.

Horvath ficou encantado por descobrir que o relógio de metilação previa a idade em vários tipos de tecidos e células com uma margem de erro de poucos anos, chegando mesmo a atribuir uma idade perto do zero a amostras retiradas de bebés recém-nascidos e valores negativos a amostras pré-natais e de células estaminais pluripotentes induzidas. “Este novo relógio epigenético destaca-se realmente pelo seu rigor", diz ele.

 

Espantosamente, ele descobriu que o tecido mamário das mulheres acumula metilação de uma forma que o faz parecer, em média, dois a três anos mais velho que outros tecidos saudáveis da mesma mulher. 

Em mulheres com cancro da mama, o tecido saudável situado ao lado do tecido doente parece, em média, 12 anos mais velho que outros tecidos do corpo. Horvath descobriu também que os tecidos de 20 tipos de cancro pareciam, em média, 36 anos mais velhos que os tecidos saudáveis.

“O envelhecimento é um importante problema de saúde e estranhamente não há realmente formas objectivas de medir o envelhecimento que não sejam ver a data de nascimento", diz Darryl Shibata, patologista na Universidade do Sul da Califórnia em Los Angeles. “Estudos como este são esforços importantes para melhorar o rigor dos estudos sobre o envelhecimento humano."

Horvath, que desenvolveu um software para ajudar as pessoas a usar o seu relógio para seguir a idade de amostras de tecido, espera que a sua pesquisa possa conduzir a tratamentos que atrasem ou reiniciem o relógio biológico.

 

 

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