2013-10-19

Subject: Vacina contra HIV aumentou risco de infecção

 

Vacina contra HIV aumentou risco de infecção

 

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As evidências são crescentes de que uma vacina experimental contra o HIV aumenta o risco de infecção, revelam os resultados apresentados a 10 de Outubro na conferência AIDS Vaccine 2013 que decorreu em Barcelona, Espanha.

Este não é o primeiro relato de problemas com a vacina produzida pela gigante farmacêutica Merck, sediada em Whitehouse Station, Nova Jérsia. Em 2007, os investigadores cancelaram prematuramente dois testes clínicos após a vacina, composta por um vector obtido do adenovírus 5 (Ad5) da constipação vulgar modificado de forma a transportar genes do HIV, se ter revelado ineficaz na prevenção do HIV. 

No maior dos dois testes, chamado STEP, a vacina pareceu aumentar o risco de infecção, especialmente em homens. Mas o risco diminuía ao longo do tempo e reduzia-se ainda mais quando os investigadores tinham em conta factores como a circuncisão, actividade sexual e infecções prévias com Ad5.

O segundo teste, realizado em Phambili na África do Sul, foi encerrado após pouco mais de seis meses e os seus 800 participantes foram informados se tinham recebido a vacina ou um placebo. Quando a equipa liderada por Glenda Gray, pediatra na Universidade de Witwatersrand em Johannesburg, África do Sul, fez o seguimento durante este ano, descobriu que 119 desses pacientes tinham contraído HIV. Ao todo, as pessoas que tinham recebido a vacina tinham uma probabilidade significativamente maior de ser infectadas do que aquelas que tinham recebido o placebo.

“Passei grande parte deste ano a tentar descobrir uma razão não biológica por estes resultados", diz Gray. Mas quando a sua equipa teve em conta diferenças biológicas e de estilo de vida dos seus participantes, descobriram que quem recebia a vacina tinha uma probabilidade significativamente maior de ter HIV. 

Num estudo separado, o biostatístico  Peter Gilbert, do Centro de Investigação do Cancro Fred Hutchinson (FHCRC) em Seattle, Washington, analisou os testes STEP e Phambili em conjunto e descobriu que a vacina parece aumentar o risco de infecção em 41%.

Gray diz que as descobertas causam confusão, pois a explicação prévia para o aumento da taxa de infecção observada no teste STEP tinha sido que a vacina tinha temporariamente estimulado em excesso o sistema imunitário dos receptores, tornando-os mais susceptíveis ao HIV.

 

Alguns investigadores questionam os resultados: Dan Barouch, virulogista no Centro Médico Beth Israel Deaconess em Boston, Massachusetts, é céptico de que a diferença no risco de infecção tenha sido tão grande como os resultados de Gray indicam. Ele diz que as descobertas são difíceis de interpretar porque a maioria dos pacientes contraíram o HIV depois de saberem se tinham recebido a vacina: pessoas que receberam a vacina podem ter tido maior probabilidade de ter comportamentos sexuais de risco.

Hildegund Ertl, perito em vacinas no Instituto Wistar de Filadélfia, elogiou a análise estatística usada pelos estudos mas considera que não é claro porque razão a vacina aumenta o risco.

Essa é uma questão importante a responder: em Abril, os Institutos Nacionais de Saúde em Bethesda, Maryland, encerrou um terceiro teste clínico de uma vacina diferente mas também baseadas no Ad5, chamada HVTN 505. Não há evidências que esta vacina aumentasse a taxa de infecção do HIV mas os investigadores tencionam seguir os participantes no teste de perto, diz Larry Corey, virulogista na FHCRC que lidera o grupo que conduziu esse teste, bem como os testes STEP e Phambili.

Os testes clínicos de novas vacinas contra o HIV que usam adenovírus diferentes estão agora a começar e Gray diz que devem prosseguir com prudência. O seu grupo está a começar um teste clínico na África do Sul que continua um realizado na Tailândia. O Programa de Investigação de HIV do exército americano, sediado em Bethesda, Maryland, descobriu que a vacina que continha fragmentos de HIV num poxvírus reduzia o risco de infecção em 31% na população geral tailandesa. 

Gray e os seus colegas também estão a continuar a investigar o que correu mal nos testes com Ad5 para evitar falhanços semelhantes no futuro.

 

 

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