2013-10-17

Subject: Antibióticos fluorescentes revelam infecções

 

Antibióticos fluorescentes revelam infecções

 

Dificuldades em visualizar este e-mail? Consulte-o online!

Newsletter não segue Acordo Ortográfico

antibiótico azul ataca bactérias vermelhas @ Scientific AmericanApesar dos melhores esforços dos cirurgiões, frequentemente as bactérias conseguem esgueirar-se para implantes médicos, como os parafusos ósseos, onde podem causar graves infecções.

A investigação publicada na última edição da revista Nature Communications sugere que o uso de antibióticos fluorescentes pode revelar esse tipo de infecção antes que se torne demasiado severa.

A autora principal Marleen van Oosten, microbióloga na Universidade de Groningen, Holanda, diz que a única forma de distinguir o inchaço pós-cirúgico normal de uma infecção no local de um implante é realizar uma biópsia ao tecido afectado, que é, em si própria, um procedimento invasivo. Por vezes essas infecções crescem durante anos antes de serem diagnosticadas correctamente.

Para melhor detectar os microrganismos no corpo, van Oosten coloriu o antibiótico vancomicina com um pigmento fluorescente para ajudar a identificar os tecidos infectados. O medicamento insere-se na espessa parede celular de bactérias como o Staphylococcus aureus e a adição do pigmento torna as paredes celulares fluorescentes.

Os investigadores injectaram ratos infectados com S. aureus com uma dose muito pequena do antibiótico, apenas o suficiente para fazer as bactérias brilhar quando observadas ao microscópio de fluorescência mas não o suficiente para as matar. 

Seguidamente a equipa implantou placas metálicas cobertas com o antibiótico fluorescente no osso da perna de um cadáver humano, oito milímetros abaixo da pele. Algumas das placas tinham sido cobertas com Staphylococcus epidermidis, uma bactéria que cresce sobre a pele humana. Quando os investigadores fotografaram a perna com a câmara de detecção de fluorescência, conseguiam ver as placas a brilhar.

 

Niren Murthy, engenheiro biomédico na Universidade da Califórnia, Berkeley, diz que a abordagem é interessante e que é desesperadamente necessária uma nova forma de detectar infecções. Apenas algumas bactérias se ligam à vancomicina, pelo que os médicos serão capazes de reduzir as possibilidades de origem de uma infecção e assim as possibilidades de tratamento.

Mas Murthy diz que não é claro se as moléculas de vancomicina fluorescentes serão brilhantes o suficiente para serem detectadas por um scanner quando vivem no interior do corpo humano, especialmente se não houver muitas bactérias.

Van Oosten espera que a técnica possa ser usada em pessoas brevemente. Tanto a vancomina como o pigmento que o seu grupo utilizou já são conhecidos como de utilização segura em humanos.

 

 

Saber mais:

Comprimido de fezes impede infecções do intestino

Prata torna antibióticos milhares de vezes mais eficazes

O melhor é o inimigo do bom

Antibióticos abreviados?

Bactérias pedem ajuda à imunidade do hospedeiro

Bactérias devoradoras de carne em expansão

 

 

Facebook simbiotica.orgTwitter simbiotica.orgGoogle + simbiotica.orgFlikr simbiotica.orgYouTube simbiotica.org Pinterest simbiotica.org

 

Arquivo  |  Partilhar Comentar |   Busca Contacte-nos  |  Imprimir  |  Subscrever | @ simbiotica.org, 2013


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com