2013-09-27

Subject: Peixe fóssil revela origens da mandíbula

 

Peixe fóssil revela origens da mandíbula

 

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Pode não parecer mas partilhamos uma semelhança familiar com o Entelognathus primordialis. O peixe, que viveu há 419 milhões de anos numa área que faz agora parte da China, é a espécie mais antiga conhecida que apresenta uma mandíbula moderna.

O Entelognathus primordialis é a mais nova aquisição dos placodermes, uma classe de peixes com armadura que viveu de há cerca de 430 milhões de anos a 360 milhões de anos. Como a maioria dos vertebrados, incluindo os mamíferos, os placodermes apresentavam um crânio e uma mandíbula óssea mas a maioria deles tinham mandíbulas simples, como bicos, formadas por placas ósseas. 

Tradicionalmente, os paleontólogos acreditavam que não havia qualquer relação entre as características destes peixes e as nossas.

Foi assumido que o rosto dos placodermes tinha desaparecido ao longo da história evolutiva e a maioria dos peritos considerava que o mais antigo ancestral comum dos vertebrados vivos não apresentava ossos mandibulares distintos, tendo sido semelhante a um tubarão, com um esqueleto cartilagíneo e, quando muito, com uma cobertura de pequenas placas ósseas.

Segundo a teoria anteriormente aceite, os peixes ósseos evoluíram mais tarde, desenvolvendo de forma totalmente independente os grandes ossos da face e 'inventando' a mandíbula moderna. Esses peixes teriam acabado por dominar os mares e, eventualmente, deram origem aos vertebrados terrestres.

Mas as descobertas agora publicadas na revista Nature podem vir a virar de cabeça para baixo essa teoria. 

Min Zhu, paleontólogo no Instituto de Paleontologia de Vertebrados e Paleoantropologia da Academia Chinesa de Ciências em Pequim, descreve o E. primordialis a partir de um fóssil muito melhor preservado que a maioria dos placodermes. O animal apresenta o que parece ser uma mandíbula como a dos peixes ósseos, apesar de ser mais antigo que os primeiros peixes cartilagíneos e ósseos conhecidos.

 

Levando este aspecto em conta, os autores revêm a árvore filogenética dos vertebrados mandibulados, mostrando que existe uma forte possibilidade de que os modernos ossos faciais tenham tido origem nos ancestrais do E. primordialis. 

Isso significaria que os humanos se parecem mais com os último ancestral dos vertebrados mandibulados vivos do que se pensava e que os tubarões são menos primitivos do que os paleontólogos assumiram, tendo, afinal, perdido os seus ossos de forma adaptativa.

No entanto, a reorganização da árvore filogenética ainda não é conclusiva, escrevem os autores de um artigo relacionado publicado na revista News & Views. Continua a existir a possibilidade de o E. primordialis ter desenvolvido a sua mandíbula de forma independente da dos peixes ósseos, logo o Homem não a teria herdado e a semelhança seria apenas ilusória.

 

 

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