2013-09-16

Subject: Criadas células estaminais em ratos vivos

 

Criadas células estaminais em ratos vivos

 

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@ newscientist.comOs investigadores reprogramaram células adultas de rato de forma a que se comportassem como células estaminais embrionárias, sem terem necessidade de as transferir para uma caixa de Petri.

A técnica, recentemente publicada na revista Nature, permite aos investigadores reprogramarem células em ratos vivos sem as remover do seu ambiente natural. Os testes iniciais sugerem que estas células são capazes de assumir uma variedade maior de identidades do que as geradas através de outros métodos.

A descoberta tem o potencial de acelerar os esforços para desenvolver terapias regenerativas ao evitar a necessidade de cultivar células fora do corpo e transplantá-las de volta, diz George Daley, investigador de células estaminais no Hospital Pediátrico de Boston, Massachusetts, que não esteve envolvido no estudo. “Este trabalho está na linha da frente de uma crescente onda de reprogramação in vivo, diz ele. “Temos enfrentado grandes desafios na recriação do meio fisiológico em caixa de Petri e depois conseguir que as células se integrem funcionalmente no corpo."

Esses desafios levaram alguns ao desenvolvimento de métodos que convertam directamente um tipo de célula noutro, como, por exemplo, converter células pancreáticas adultas de um tipo que ajuda na digestão num tipo que segrega insulina, sem as remover do corpo ou reprogramá-las para o estado embrionário. Mas alguns investigadores, incluindo Daley, dizem que a reprogramação pode ser a única forma de criar células que recapitulem completamente os tipos celulares especializados adultos.

Para reprogramar as células em ratos vivos, uma equipa liderada por Manuel Serrano, investigador do cancro no Centro Nacional de Investigação do Cancro em Madrid, Espanha, começou por modificar geneticamente ratos de forma a que expressassem quatro genes usados nas culturas para criar células estaminais pluripotentes induzidas (iPS), ou seja, células adultas reprogramadas para se comportarem como embrionárias. Os genes estavam sob o controlo de um interruptor químico e para o activar os investigadores alimentaram os ratos com doxiciclina, um tipo de antibiótico.

A expressão dos genes a níveis elevados rapidamente matou os ratos mas quando a equipa reduziu a dose de doxiciclina, Serrano descobriu que os ratos ficavam minados por teratomas, tumores desorganizados contendo múltiplos tipos celulares, uma indicação da existência de reprogramação celular. Os investigadores também encontraram células iPS no sangue dos ratos transgénicos.

 

Análise mais detalhada destas células iPS revelou que, quando comparadas com as células iPS in vitro, a sua expressão génica se assemelhava mais de perto à observada em embriões em estado de mórula. As células in vivo também foram capazes de forma uma espécie de célula placentária que nenhum outro tipo de célula estaminal modificada tinha sido capaz de produzir e até mesmo estruturas semelhantes a embriões na cavidade abdominal de alguns ratos. Isto sugere uma capacidade regenerativa espantosa, diz Daley: “É como se tivessem encontrado um homúnculo em cada célula."

Serrano refere que está em busca de um estádio intermédio em que as células possam ser induzidas a assumir novas identidades sem que haja produção de tumores. Os investigadores também precisam de demonstrar que as células reprogramadas são capazes de regenerar tipos celulares específicos de forma controlada. 

A equipa de Serrano está a trabalhar para descobrir que tipo de célula será mais adequada à técnica e tem esperança de regenerar células pancreáticas produtoras de insulina e do músculo cardíaco através do seu método. “Já demonstrámos a reprogramação, agora temos de demonstrar a regeneração."

 

 

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