2013-09-11

Subject: Melhores pais têm testículos menores

 

Melhores pais têm testículos menores

 

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@ medicinaintensiva.com.brOs pais com menores testículos envolvem-se mais nos cuidados parentais e os seus cérebros reagem mais quando olham para fotografias dos seus filhos, revela uma pesquisa publicada online na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

Os biólogos evolutivos há muito que observaram nos machos primatas um compromisso entre os esforços de acasalamento para produzir mais descendência e o tempo passado a cuidar da sua prole.

Por exemplo, os chimpanzés macho, que são especialmente promíscuos, apresentam testículos com o dobro do tamanho dos humanos, produzem grandes quantidades de esperma e geralmente não se envolvem nos cuidados parentais. Pelo contrário, os gorilas macho têm testículos relativamente pequenos e protegem as suas crias. O último estudo sugere que os humanos, cujo leque de cuidados parentais varia muito, mostram sinais de ambas as abordagens.

A análise incorpora medições do volume testicular, actividade cerebral e comportamento paternal, observa Peter Gray, antropólogo na Universidade do Nevada, Las Vegas, que não esteve envolvido no estudo. “Temos aqui algo que une essas duas linhas e fá-lo de uma forma muito interessante na realidade."

A equipa de investigação, liderada por James Rilling, antropólogo na Universidade Emory em Atlanta, Georgia, decidiu investigar por que razão alguns pais se envolvem mais nos cuidados parentais do que outros. Os investigadores recrutaram 70 pais de crianças com idades entre um e dois anos e realizaram scans dos cérebros dos homens, bem como testes com imagens de ressonância magnética (MRI). Tanto os pais como as mães das crianças também tinham preenchido questionários classificando o comprometimento dos pais com os cuidados parentais.

Quando eram mostradas aos homens fotografias dos seus próprios filhos, aqueles classificados como melhores pais pelas suas parceiras revelavam maior actividade na área tegmental ventral (VTA) do cérebro, parte do seu sistema de recompensa. Os homens com os testículos maiores tinham classificações inferiores nos questionários de envolvimento parental e revelavam menos actividade na VTA. 

Dado que o tamanho dos testículos está correlacionado com a contagem de espermatozóides, Rilling e a sua equipa tomaram o tamanho como uma medida do esforço de acasalamento.

Os investigadores também analisaram os níveis de testosterona dos homens, confirmando uma descoberta anterior que os pais envolvidos nos cuidados dos seus filhos apresentam níveis inferiores da hormona.

 

“É um passo muito importante e provocador", diz Sarah Hrdy, antropóloga emérita na Universidade da Califórnia, Davis. Ela acrescenta que será necessária mais investigação para estabelecer se certos homens estão predispostos pela biologia a ser mais dados aos cuidados parentais. 

Os autores do estudo consideram que mesmo se os homens estiverem mais predispostos a um certo estilo de parentalidade, os pais carinhosos podem ser criados tanto como nascidos. Que os níveis de testosterona se alterem à medida que um pai passa mais tempos com os seus filhos sugere uma flexibilidade na inclinação de um homem para a paternidade.

Charles Snowdon, psicólogo na Universidade de Wisconsin-Madison, salienta que as próprias estatísticas do artigo mostram que o tamanho dos testículos explica apenas uma parte da variação nos cuidados parentais. “Há muitas outras variáveis que afectam a paternidade", diz ele, citando como exemplos o ambiente social e a experiência prévia nos cuidados de irmãos mais novos, quando os próprios são crianças.

Rilling tenciona testar de que forma o tamanho testicular é afectado por factores como a genética ou um pai ausente. A sua equipa ficou surpreendida por ter encontrado tão pouca investigação sobre como o tamanho dos testículos muda em resposta aos eventos da vida: “Parece que este tipo de estudo é um nicho único neste momento", diz Rilling.

 

 

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